Vai lá, vai pedir por amor. Suplicar amor. Rejuvenescer amor. Pagar o amor à prestação. Dividir em 12 meses. Contratar o amor. Pagá-lo à vista. Oferecer o amor em troca de amor. Trocar amor por mais amor. Doar amor por outro amor. Vender amor no sinal. Fazer malabarismo com o amor. Jogá-lo para cima. Jogá-lo para baixo. Colocá-lo em uma caixa encapada de papel pardo para vendê-lo no ônibus a três por um real. Montar uma banca no camelô mais perto e gritar ao freguês: Vamos levar um hoje, senhor? Leiloar o amor. Quem dá mais? Dou-lhe uma, Quem dá mais? Vendido! Bater de porta em porta oferecendo o amor. Medir o amor em xícaras. Esconder o amor como se esconde o trabalho infantil. Subornar o policial com meia dúzia de amor. Salvar o amor no pen-drive. Fazer cópias do amor e vender na calçada: Olha o lançamento, amor novinho! Atravessar a fronteira do amor ilegal. Colecionar amor como quem coleciona figurinha. Comparar o amor ao jogo do bicho apostando naquele de maior expressão, ou nos dos sonhos. Importar o amor. Trazê-lo com um melhor preço na viagem internacional. Pagar menos impostos por ele. Pagar mais impostos por causa dele, o amor. Investir o amor na bolsa. Mesmo que ela não seja de grife. Diluir o amor em porções. Amassar o amor e depois colocá-lo para descansar coberto com um pano de prato. Pendurar o amor nas orelhas com bastante brilho. Pagar o amor com amor. Sacar o amor no banco. Almoçar o amor a PF. Jantar o amor à la carte. Vai lá, vai pedir por amor.
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