Quando não quis mais foi por que achei que você não me valia. Julguei sua cabeça, seus gestos e seu timbre. Errei no último. Neste você disfarçou muito bem. Agora chorar pra quê? Pra se fazer de vítima? Pra ser de fato a vítima, a tregédia tem que ser muito grande. Chorar pra quê? Pra ser o vilão? Lembre-se: “somos todos na vida qualquer um de nós, vilões e heróis”. Siga em frente teu caminho. Conquiste os novos. Se mostre com verdade. Se não tiver, se apegue na verdade de quem tem. Não se esconda atrás do vidro fumê. Não enxergue chifre na cabeça de cavalo, se é que você me entende por que mais claro que isso, só tirando o insulfilm. E digo mais, na farmácia existem vitaminas. Elas revigoram!!! E isso não é coisa de momento, não é mania, trote, tique ou TOC. Isso é pensado. Surrado em tanque de pedra. Deixado de molho com bastante alvejante. Exposto ao sol quente, bem quente para o cheiro de mofo dar lugar ao Kouros. Se é que você me entende! Agora, muito além do que deseja hoje, faça um internato com doçura. Pergunte a seus risos o motivo de sua alegria. Isso é um bom começo para sair do sofrimento. Se conseguir ver arco-íris, sacis, gnomos e bichinhos de língua estrangeira já é um bom segundo começo. Quando se permitir ser quem realmente é, agarre na calda desse cometa salpique seu verdadeiro eu sobre nossas cabeças. Não eu, o seu eu. Se é que você me entende. A vida é um espelho sem razão. Não conte mais para as paredes coisas do seu coração. As coisas devem estar em uma boa porção do que você vai salpicar. E se você chegou até aqui no final de tudo o que eu disse, rasque metaforicamente, põe fogo neste bilhete virtual e se consegui lhe causar catarse, faça da infelicidade a felicidade, ao contrário do Édipo Rei que se cega e se exíla no final.