É assim mesmo... E mesmo assim mesmo tenho a dúvida. Que me cutuca o ombro esquerdo. Que me belisca o direito. Rodeia meu pensamento. Me confunde. Me ilude. Me clareia. Me mareia os olhos. Me enche os olhos. Me fecha os ollhos. Me abre. Me fecha de novo. Envelhece minha face. Me fascina. Me diz sim. Me diz de novo. Envelhece meus pêlos. Pelos cantos fico. Vou. Ando. Corro. Pulo. Sete ondas. Volto. Suspiro. Respiro. Todo ar. Me sufuco. Te sufuco. Te alivio. Queria mesmo é cair na avenida e atrapalhar a sua escola, como Thais Gulin em ÔÔÔÔÔÔ. E mesmo assim mesmo tenho a dúvida.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Leblon
FOTO: Márcio CostaNão sabia se escrevia mexer com x ou com ch. Rascunhou meia dúzia de palavras com letras desenhadas e dobrou em 4 partes. Colocou no bolso de trás da calça e foi com os seus afazeres. Despiu-se. Vestiu-se. Saiu novamente. Carro, buzina, farol, conversa, sol, sombra, carro, buzina, farol. Esqueceu o bilhete. Farol, buzina, carro, sombra, sol, conversa, farol, buzina, carro. Subiu até o 5º andar pelas escadas. Abriu a porta, fechou a porta, abriu a porta do banheiro, pegou o bilhete. Abriu as quatro partes. Sorriu. Desceu até o térreo pelas escadas. Abriu a porta, caminhou até o portão, abriu o portão, fechou o portão. Sorriu. A cidade acordou azul. As mulheres rosadas, as crianças vermelhas e os velhos cinzas de solidão. O amigo não ligou, o chefe não xingou, a máquina de café deu defeito pela 3ª vez. Atravessou o rebouças, ouvia Chico. Botou no reapet. Lhe deram bom dia. Sorriu. Correu na Lagoa, depois no Leblon. Sentou no quiosque pediu uma água. Lhe deram bom dia. Sorriu. Secou o suor, molhou a nuca, os pulsos. Despiu a camisa e o tênis. Foi andando até a praia. Espreguiçou-se, tirou os óculos e o boné. Lhe deram bom dia. Sorriu. Molhou os pés, depois as canelas. Água nas coxas. Arrepiou-se. Mergulhou. Primeira braçada, segunda braçada. Olhou para trás e viu o canal. Avistou os dois irmãos. Terceira braçada. Mergulho. Veio uma onda. Veio a segunda, veio terceira, veio a quarta, a quinta, a sexta, a sétima, a oitava, a nona, a décima, a décima primeira, a décima segunda, a décima terceira, a décima quarta.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
São João
Lá vai Maria carregando a bacia. Molha roupa daqui e ensaboa de lá. Pega a pedra, usa a pedra até a roupa limpar. Isso é de manhã com o sol esquentando a moleira. Mangas arregaçadas, frutas no chão e bicadas por passarinhos. Depois trata de ajeitar o almoço. Pica a couve bem fininha, prepara a farinha, afoga o feijão, carne de lata na dispensa, não dispensa o suco de acerola e o mingau de milho como sobremesa. Cuida da cozinha, lava as vasilhas, passa pano no chão. Prende o cabelo e deita na rede ouvindo baião. Descansada, lá vai Maria se emperiquitar pr’u arraiá. Pula fogueira ío, ió, pula a fogueira ia, ia. Ajeita o vestido florido. Maquiagem combinando. Sapato mais ainda. Perfume no cangote, xale no decote, pulseira cor de ouro e as crianças brincando de montar no touro. E lá vai Maria enfeitiçando os homens deixando a Vila de Macaeros um caos. As mulheres com ciúmes, as idosas com inveja, as religiosas com desdém, e os homens com vintém. Nunca uma festa de São João esteve tão animada. Maria não era depravada, nunca foi de andar pelada, não falava com estranhos, falava baixo para não incomodar. Todos os anos é assim. Onde tudo estava errado pelo menos pra Maria que agora era alegria e sorria pru que via. Foi chegando os homens tudo desejando a mulher, oferecia uma pamonha acompanhada de café. Balançava o vestido, rodopiava e batia o pé. Quem via o jeito de Maria se espantava com a heresia. Macaeros se chocava com tanta beleza escondida nos trapos do di-a-dia. Segurando um sino com a mão direita à esquerda o punho quebrava pra lá e pra cá. As cinzas da fogueira levantando na ventania fizeram Maria dançar. E ela ia feito doida, encarava as pessoas e ria desesperadamente. Nada mudava o que tinha em mente. Com ironia ela perguntava, cadê Santo Antônio? Cadê Toinho? Cadê, cadê? Dizem que o povo de lá que todo dia 24 de junho isso acontece. Ela passa o dia muda e a noite enlouquece.
sábado, 11 de junho de 2011
Se é que você me entende
Quando não quis mais foi por que achei que você não me valia. Julguei sua cabeça, seus gestos e seu timbre. Errei no último. Neste você disfarçou muito bem. Agora chorar pra quê? Pra se fazer de vítima? Pra ser de fato a vítima, a tregédia tem que ser muito grande. Chorar pra quê? Pra ser o vilão? Lembre-se: “somos todos na vida qualquer um de nós, vilões e heróis”. Siga em frente teu caminho. Conquiste os novos. Se mostre com verdade. Se não tiver, se apegue na verdade de quem tem. Não se esconda atrás do vidro fumê. Não enxergue chifre na cabeça de cavalo, se é que você me entende por que mais claro que isso, só tirando o insulfilm. E digo mais, na farmácia existem vitaminas. Elas revigoram!!! E isso não é coisa de momento, não é mania, trote, tique ou TOC. Isso é pensado. Surrado em tanque de pedra. Deixado de molho com bastante alvejante. Exposto ao sol quente, bem quente para o cheiro de mofo dar lugar ao Kouros. Se é que você me entende! Agora, muito além do que deseja hoje, faça um internato com doçura. Pergunte a seus risos o motivo de sua alegria. Isso é um bom começo para sair do sofrimento. Se conseguir ver arco-íris, sacis, gnomos e bichinhos de língua estrangeira já é um bom segundo começo. Quando se permitir ser quem realmente é, agarre na calda desse cometa salpique seu verdadeiro eu sobre nossas cabeças. Não eu, o seu eu. Se é que você me entende. A vida é um espelho sem razão. Não conte mais para as paredes coisas do seu coração. As coisas devem estar em uma boa porção do que você vai salpicar. E se você chegou até aqui no final de tudo o que eu disse, rasque metaforicamente, põe fogo neste bilhete virtual e se consegui lhe causar catarse, faça da infelicidade a felicidade, ao contrário do Édipo Rei que se cega e se exíla no final.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A história de Jandira
E assim foi a Jandira, cantava no meio do dia. Descia e subia a velha escadaria, passava na padaria pra comprar sonho de coco que a D'on Maria pedia. Cantava no mesmo tom, variava um pouco o tom, às vezes emitia um grave, grave mesmo era o que via quando foi à padaria. Namorado, namorando. Todo mundo estava olhando na hora que a Jandira subia a escadaria. Namorado, namorando a vizinha da Maria que andava de melissa e o cabelo com presilha. Jandira não quis olhar, não parava de gritar, deixou o sonho rolar, o seu sonho se acabar de um dia se casar. O amor ficou pendente, a pendência mal resolvida, resolveram a ferida que não cicatrizou. A bigorna flutuou, o contrato terminou, a vergonha era de dor e o sorriso era também. Resumiram aquele amor, o amor não terminou ela não fala com ninguém. Ele se acha um alguém, ele não vale um vintém. Essa é a história de Jandira. Não voltou a padaria, a escada ficou fria, nunca mais disse bom dia e sozinha terminou.segunda-feira, 18 de abril de 2011
Não sorrir nem com a flor apontada
FOTO: Márcio CostaTorna-se ainda mais visível aquilo que nunca esteve visível no raso, bem no rasinho. Que se quer olha para alguém. Que não reflete a própria sombra, não sorrir nem com uma flor apontada. Que se quer sorrir. E desce o morro, Maria. Foi buscar pão e leite pros meninos comerem. Lavou a louça de domingo porque teve frango no almoço. Abriu a janela para o ar entrar, sacudiu a cortina, deu um nó. Prendeu o cabelo, limpou o nariz com a mão direita. A esquerda segurava a vassoura. Ajeitou a manga do vestido. Suspirou lentamente e olhou para qualquer direção. Avistou o morro verdinho e lembrou de sua infância. Descia o porão para se esconder das surras. Surrava as bonecas no chão. Limpava o chão. Deitava no chão. Sacudiu o corpo. Bateram na porta. Ouvido na porta. Silêncio. Abriu a porta, deixou entrar, mas se quer sorria. Não tinha ócio. Nunca teve. Principalmente hoje. Mãe solteira. Pobre. Ora, infeliz, ora também. Odeia as estrelas. Odeia os vizinhos. Ama os filhos. Não se ama. Já foi devota de Aparecida. Hoje é devota de quem lhe ajuda. Fez comida para os meninos. Lavou a verdura porque faz questão. Fechou a janela para o sol quente, ligou o ventilador pra refrescar. Soltou o cabelo, passou batom com a mão direita, com a esquerda ajeitava a sandália. Colocou o cinto. Suspirou rápido e olhou para o relógio. Avistou a condução que já vinha e lembrou que não cozinhou feijão. Desceu as escadas correndo para não se atrasar. Atrasou o aluguel. Alugou uma fantasia. Bateram na porta. Barulho. Abriu a porta, deixou entrar, mas se quer sorria. Não era dócil. Nunca foi. Principalmente hoje. Vagabunda. Pobre. Ora, infeliz e ora também. Odeia a lua. Odeia as colegas de trabalho. Ama os filhos. Não se ama. Já foi devota de Santo Antônio. Hoje é devota de quem lhe ajuda. E sobe o morro, Maria. Foi para casa do Dedão. Terminar a noite e garantir o de amanhã. Lavou o rosto por causa do calor. Abriu a porta para a dor, sacudiu o corpo, deu um nó na vida. Prendeu a respiração, limpou a carteira com a mão direita porque a esquerda segurava a faca. Ajeitou a roupa. Cuspiu no chão. Avistou a luz da solidão. Desceu o nível para se garantir. Ali nem precisa fugir. Torna-se ainda visível aquilo que sempre esteve visível, mas lá no fundo, no bem fundo. Que não se enxerga nos olhos de ninguém. Que não reflete na retina, não sorrir nem com a pupila dilatada. Que se quer sorrir.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Olho de Lince (Jards Macalé e Waly Salomão)
Quem fala que eu sou esquisita hermética
É porque não dou sopa estou sempre elétrica
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Eu ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento invento tudo nunca jamais me iludo
Quero crer no que vem por aí beco escuro
Me iludo passado presente futuro urro
Reviro balanço reviro na palma da mão o dado
Futuro presente passado
Tudo sentir total
É chave de ouro do meu jogo
É fósforo que acende o fogo
Da minha mais alta razão
E na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão
* Olho de Lince Maria Bethânia
Pagar Pra Ver
Chega d'eu tentar me enganar e de esquecer, querer esquecer e se perder porque não dá mais pra segurar a dor da dor. Matar o nosso amor só por prazer de me vingar e me jogar sobre você dissimulando no olhar a lágrima correndo, escorrendo, caindo, molhando a minha roupa. Roubando o seu tempo, seu beijo, eu deixo você ir, mas sem fingir que este amor esteja impregnado com seu cheiro no meu travesseiro. Eu quero mais é não conter. Quero correr e me jogar em outro corpo e não me sentir um traidor. Quero beijar a boca como se fosse um virgem a procura de amor e me entregar sem medo de sofrer... Sorrindo, aplaudindo, te olhando, gostando, apostando em um futuro promissor e a cada dia este amor há de crescer. E sem pressão, sem sufocar e te cobrar, te deixo andando pelo mundo como se você não fosse meu. E se é esse o jeito que eu tenho pra te ter, fecho meus olhos para o que possa acontecer. Chorando, doendo, sofrendo, perdendo, te recebo com um brilho no olhar e com tudo mais que os outros possam te julgar. Só pra te ter como quem descobriu a vida por aí e agora sujo quer me ter e esquecer o que viveu. Implorando, gritando, pedindo, bandido, beijando até meu corpo arrepiar e me promete não correr que vai viver e como não dá mais pra controlar o que sente ao me ver, se despede do sofrer. Abraços, sorrisos, destino, cretino, assumindo, me tendo, envolvendo, sereno, querendo que o dia só tenha o luar que é pra me amar sem medo de morrer.
Inspirado na canção: Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração) de Gonzaguinha
segunda-feira, 21 de março de 2011
Para Bethânia
Ditas, assim, pensadas.............................
Repensadas, ditas assim, declamadas....
................................................ As palavras.
Sem gerúndio, suplica sutilmente meus ouvidos.
Meus ouvidos suplicam escancaradamente sua voz.
Sua voz suplica generosamente minha atenção.
Ditas, assim, pensadas.............................
Repensadas, ditas assim, declamadas....
................................................ As palavras.
Que ecoam as vírgulas todas. Que faz da exclamação coadjuvante.
Que faz do ponto a pausa mais longa a espera de te ouvir de novo.
Que no silêncio proposital resmunga, resmunga, por favor!
Ditas, assim, pensadas............................. Repensadas, ditas assim, declamadas.................................................... As palavras.
Que transborda, que transforma, que resignifica, que significa e que vai em frente.
Que tropeça quando diz a palavra, palavra. Que encanta quando salta uma gota de seu cuspe.
Que olha. Que gesticula. Que olha de novo, pro novo, pro velho.
Que ensina a pensar. Que ajuda a gostar, que dá aquele empurrãozinho.
Aquela puxada de orelha, aquele beliscão.
Você mora comigo!
Canta nos meus sonhos!
Declama minha catarse!
Me abraça nos versos de amor.
Por isso que sei que você é o menino Jesus verdadeiro.
Dedico este poema singelo, brasileiro e vivo a Maria Bethânia! Foi um presente vê-la e ouví-la, ao vivo, majestosa em cima do palco do Teatro Dom Silvério no dia 18/03/2011 às 21:10.
Repensadas, ditas assim, declamadas....
................................................ As palavras.
Sem gerúndio, suplica sutilmente meus ouvidos.
Meus ouvidos suplicam escancaradamente sua voz.
Sua voz suplica generosamente minha atenção.
Ditas, assim, pensadas.............................
Repensadas, ditas assim, declamadas....
................................................ As palavras.
Que ecoam as vírgulas todas. Que faz da exclamação coadjuvante.
Que faz do ponto a pausa mais longa a espera de te ouvir de novo.
Que no silêncio proposital resmunga, resmunga, por favor!
Ditas, assim, pensadas............................. Repensadas, ditas assim, declamadas.................................................... As palavras.
Que transborda, que transforma, que resignifica, que significa e que vai em frente.
Que tropeça quando diz a palavra, palavra. Que encanta quando salta uma gota de seu cuspe.
Que olha. Que gesticula. Que olha de novo, pro novo, pro velho.
Que ensina a pensar. Que ajuda a gostar, que dá aquele empurrãozinho.
Aquela puxada de orelha, aquele beliscão.
Você mora comigo!
Canta nos meus sonhos!
Declama minha catarse!
Me abraça nos versos de amor.
Por isso que sei que você é o menino Jesus verdadeiro.
Dedico este poema singelo, brasileiro e vivo a Maria Bethânia! Foi um presente vê-la e ouví-la, ao vivo, majestosa em cima do palco do Teatro Dom Silvério no dia 18/03/2011 às 21:10.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Resmunga
Tudo acusa, finge que não usa. Tudo sente, se assustada mente. Tudo esnoba, se faz de inocente. Nada pede. Grita e aponta o dedo. Chora de raiva. Chora de alegria. Chora porque acha que deve chorar. Chora de dor. Chora por ver os outros chorarem. Não sabe ouvir. Ouve o que quer. Não sabe o que quer. Quer ser feliz. Quer ser atriz. Quer ser o que a contradiz. Tapa os olhos. Tapa os ouvidos. Tapa a fuça toda. Leva um tapa na fuça. Resmunga. Resmunga alto. Resmunga baixo. Provoca a outra. Arranha a outra. Assanha a outra. Recebe um não. Não sabe ouvir. Não sabe o que quer. Quer ser infeliz. Saiu porque quis. Foi acusada de ser ladra. De ser nada. De nada ser. De querer ser. De não poder. De não conseguir. De ser atriz. De meretriz. Arrancou os brincos a força. Rasgou a roupa. Ficou nua. Foi pra rua. Se escabelou. Gritou bem forte. Esgoelou. Se entregou. Assumiu a culpa. Perdeu o tom. Não tinha cor. Não tinha amor. Não soube amar. Só fez roubar. Não teve sorte. Estava sem norte. Deixou cair o colar, sem reclamar. O devolveu. Raquel pegou. Leva um tapa na fuça. Resmunga. Resmunga, resmunga. Resmunga alto. Resmunga muito alto.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Santo Antônio!
Santo Antônio agora me castiga. Quem fica de cabeça para baixo hoje sou eu. Mergulhado em água simbólica até a respiração deixar de ser ação. Tô com o joelho pregado no milho como um castigo até que o santo me arranje um novo amor. Sou capaz de ficar 5 dias em promessa. De andar a pé da pampulha até o centro três vezes por semana. De desejar o amor dos outros, de sempre ter o amor dos outros e de querer que os outros me amem. Tô colado em mim mesmo. Não me desgrudo. Não me salvo, nem me afundo. Não sou besta. Tô vivendo em ventania. Com areia nos olhos e pernilongos me devorando. Chupando meu sangue ralo com cheiro de cachaça. E não adianta nem eu reclamar. Santo Antônio tomou birra. Não me vê, não me sente, não me quer nem pintado de ouro. E olha que apareço. Acendo uma vela na outra e todas as noites eu clamo por alguém. Até música eu o ofereço. No repeat coloco Bethânia para buzinar no ouvido dele. Acorda Santo Antônio! Vê se me arruma logo um amor, vê se acaba com essa dor. Vamos Santo Antônio! Eu tô com pressa de amar. De sorrir para vida, de acabar com qualquer briga até o senhor me desculpar. Me ajuda Santo Antônio! Me tire do castigo, seja meu amigo. Avante Santo Antônio!
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