sábado, 30 de janeiro de 2010

Que maravilha!

Dois mil e dez. Muitas vezes não me sinto aqui. Neste ano. Ano 3 na numerologia. Mas assim mesmo eu vou correndo atrás do prejuízo. Ou quem sabe na frente dele. Subindo e descendo escada. Os degraus da vida. Por que se lá fora está chovendo, reclamam. E se chove por dentro, reclamam mais ainda. Isso também se fazia lá na época de Elis e de Camargo Mariano. Tempo em que a música me parecia mais importante. Que maravilha! E serve aos amantes também. O amor tinha mais gosto, parece. É lá que eu queria ter estado. Presenciado aos festivais e ter ouvido ao pé do ouvido a voz doce das Divas. Que maravilha! A chuva que molhava a alma e não só o corpo vestido. Branco, preto, cinza, azul... Paletas de cores. Amarelo, vermelho, lilás.... Cores de Amodóvar. Rosa, laranja e marrom... de Frida Cahllo. Cores que ditavam a moda e os modos. Automóveis sem luxo hoje, e muito luxosos ontem. O fusquinha clássico que corria e tocava as Divas da época numa época de Guerra Mundial. O cinema no estacionamento que mesmo com chuva dava para ver o seu (meu) amor. Que maravilha! Todos lado a lado. E até agora disse o que não vivi. Disse onde gostaria de estar até agora. Ouvindo repetidas vezes as vozes das Divas. O que guardo na mente e no coração são as lembranças do Tivoli Park às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. A roda gigante a girar. Que maravilha! Eu, ali, sentado dentro do minhocão banguelo. E meu pai, lá, de fora pedindo para eu sorrir e ficar bonito na foto. Tempo bom, ta vendo? Quando se vive é melhor ainda. Mas fazer história não é fácil. Ser compreendido então, nem se fala. Por isso que queria estar lá. Ouvindo as vozes das Divas ao pé do ouvido. A intenção não é fazer história. É contar uma. Duas, três....................... e girar, a girar por ai. Esqueça a chuva que molha o seu (meu) amor e gira, gira e gira.