Fonte: Paulo Henrique Lobato - Estado de MinasCircuito Cultural Praça da Liberdade. Pessoas, artistas, políticos, ambulantes e cadeiras. Comemorar uma conquista mesmo que premeditada politicamente é aceitável. Sim porque tudo foi pensado né não Oscar Niemayer? A cidade administrativa ficou um pitel. Né não Aécio? O povo estava querendo é curtição mesmo. Outros não. Queriam ver o artista. Reparar o figurino. E para isso foi preciso esticar bem os pés, braços, pescoço e apoiar em algum ombro amigo. Subir nas estrutras que carregavam a luz e as caixas de som foi outra solução, já que não havia espaço decente para os pobres eleitores se movimentarem, quer dizer, pobre plateia. Espaço se quer para ficar lá, quietinho ouvindo o som do palco distante, bem distante. Como a praça é cercada por grama, delimitaram todo o espaço com grades. A Liberade por horas se transformou na praça da prisão. Ficamos espremidos, sem ar, sem lugar, sem ver. E como tinha gente achando que iam distribuir senhas para a casa própria, né não fulano? Os mineiros tomaram conta da praça e aproveitaram, pelo menos, a água fresca que lá tem em abundância. Uma bica artificial com água natural. Eita coisa boa! Não posso negar que ter um espaço cultural é muito legal. A rima foi proposital. Né não cicrano? Ganhamos lugar para a cultura popular, museus, salas de exposição, de espetáculos e cursos. Ganhamos um show de Milton Nascimento. Viva o Milton Nascimento que cantou 'tristesse". Vaia para as cadeiras que atrapalharam a harmonia do show. Viva para Marina Machado que cantou com Bituca. Vaia para as palmeiras que atrapalharam nossa visão. Viva para Rogério Flausino e Lô Borges que cantaram "paisagem da janela lateral". Vaia para o show que foi muito curto. Viva para Fernanda Takai que errou a letra da canção e pediu desculpas voltando desde o início. Isso sim é respeito com o povo.
