Foi com muito calor que os foliões aproveitaram o carnaval. Suor e muita cervejinha fizeram de fevereiro o mês do “rebolation” e do “beijar na boca”. Para muitos, nada mal. Para os mais animados o mês foi mais que isso. Radical! Passaram da conta. Do limite. Incluindo até o do cartão de crédito. Uma paquera aqui outra dali. Nada a declarar disse a senhorinha a espiar da janela. Indiscreta que nada. Tava lá a bisbilhotar as moças de saias e os rapazes idem. “Quem não chora não mama segura meu bem a chupeta....” cantava um mocinho fantasiado de capeta. “Vai uma cervejinha ai, Dona?” gritava o ambulante proibido de perambular pelas orlas cariocas. “Cervejinha não. Quero um cervejão”, respondeu a magrela fazendo alusão ao comercial que passa repetidas vezes na televisão. E dali “rebolation” na lage. A lona fazendo de telhado. Churrasco cheirando longe e o marido reclamando do biquíni cavado. “Deixa minha marquinha”, falou a bonitinha. O abre alas que eu quero passar. Um com muita mordomia e outro só falou que ia. Ficou na vigília obrigado pelo pai que orou os quatro dias. Isso é o carnaval! Camarote milionário e milionário no camarote. Não faltou princesa e dote. Estrangeira convidada que não pagou nada. Celebridade só no tchauzinho, fazendo trenzinho, comendo pouquinho e dando beijinho. “Oh, lá em casa” gritou o fortão quando viu a Paola Oliveira descer até o chão. Rainha de bateria tinha de todos os tipos. Morena torneada, pequena arretada e lourão com bundão. E tinha mais. Velha assanhada, toda depilada e fazendo carão. Esse foi o carnaval do brasileiro que reclama não ter dinheiro, mas gasta com avião. E o tempo já passou. Hora de descansar. Quarta feira com cara de segunda. Hora de trabalhar. O amor de carnaval não sei onde foi parar. Já chegamos à cidade com vontade de voltar.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Rima de Carnaval
Foi com muito calor que os foliões aproveitaram o carnaval. Suor e muita cervejinha fizeram de fevereiro o mês do “rebolation” e do “beijar na boca”. Para muitos, nada mal. Para os mais animados o mês foi mais que isso. Radical! Passaram da conta. Do limite. Incluindo até o do cartão de crédito. Uma paquera aqui outra dali. Nada a declarar disse a senhorinha a espiar da janela. Indiscreta que nada. Tava lá a bisbilhotar as moças de saias e os rapazes idem. “Quem não chora não mama segura meu bem a chupeta....” cantava um mocinho fantasiado de capeta. “Vai uma cervejinha ai, Dona?” gritava o ambulante proibido de perambular pelas orlas cariocas. “Cervejinha não. Quero um cervejão”, respondeu a magrela fazendo alusão ao comercial que passa repetidas vezes na televisão. E dali “rebolation” na lage. A lona fazendo de telhado. Churrasco cheirando longe e o marido reclamando do biquíni cavado. “Deixa minha marquinha”, falou a bonitinha. O abre alas que eu quero passar. Um com muita mordomia e outro só falou que ia. Ficou na vigília obrigado pelo pai que orou os quatro dias. Isso é o carnaval! Camarote milionário e milionário no camarote. Não faltou princesa e dote. Estrangeira convidada que não pagou nada. Celebridade só no tchauzinho, fazendo trenzinho, comendo pouquinho e dando beijinho. “Oh, lá em casa” gritou o fortão quando viu a Paola Oliveira descer até o chão. Rainha de bateria tinha de todos os tipos. Morena torneada, pequena arretada e lourão com bundão. E tinha mais. Velha assanhada, toda depilada e fazendo carão. Esse foi o carnaval do brasileiro que reclama não ter dinheiro, mas gasta com avião. E o tempo já passou. Hora de descansar. Quarta feira com cara de segunda. Hora de trabalhar. O amor de carnaval não sei onde foi parar. Já chegamos à cidade com vontade de voltar.
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