Dois mil e dez. Muitas vezes não me sinto aqui. Neste ano. Ano 3 na numerologia. Mas assim mesmo eu vou correndo atrás do prejuízo. Ou quem sabe na frente dele. Subindo e descendo escada. Os degraus da vida. Por que se lá fora está chovendo, reclamam. E se chove por dentro, reclamam mais ainda. Isso também se fazia lá na época de Elis e de Camargo Mariano. Tempo em que a música me parecia mais importante. Que maravilha! E serve aos amantes também. O amor tinha mais gosto, parece. É lá que eu queria ter estado. Presenciado aos festivais e ter ouvido ao pé do ouvido a voz doce das Divas. Que maravilha! A chuva que molhava a alma e não só o corpo vestido. Branco, preto, cinza, azul... Paletas de cores. Amarelo, vermelho, lilás.... Cores de Amodóvar. Rosa, laranja e marrom... de Frida Cahllo. Cores que ditavam a moda e os modos. Automóveis sem luxo hoje, e muito luxosos ontem. O fusquinha clássico que corria e tocava as Divas da época numa época de Guerra Mundial. O cinema no estacionamento que mesmo com chuva dava para ver o seu (meu) amor. Que maravilha! Todos lado a lado. E até agora disse o que não vivi. Disse onde gostaria de estar até agora. Ouvindo repetidas vezes as vozes das Divas. O que guardo na mente e no coração são as lembranças do Tivoli Park às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. A roda gigante a girar. Que maravilha! Eu, ali, sentado dentro do minhocão banguelo. E meu pai, lá, de fora pedindo para eu sorrir e ficar bonito na foto. Tempo bom, ta vendo? Quando se vive é melhor ainda. Mas fazer história não é fácil. Ser compreendido então, nem se fala. Por isso que queria estar lá. Ouvindo as vozes das Divas ao pé do ouvido. A intenção não é fazer história. É contar uma. Duas, três....................... e girar, a girar por ai. Esqueça a chuva que molha o seu (meu) amor e gira, gira e gira.
sábado, 30 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
H.A.I.T.I. Escrito assim com pontos. Como se escreve S.O.S
Sem muito a acrescentar. Lastimar apenas. H.A.I.T.I. Escrito assim com pontos. Como se escreve S.O.S. Um pedido de socorro, HELP! Um povo sofrido e que sofre ainda mais agora em tempos de aquecimento global. E em tempos de espetacularização também. A televisão mundial destina os horários nobres e periféricos para revelar o caos que se instalou por lá. H.A.I.T.I é cenário de uma política mal resolvida, mas que conta com a ajuda da amiga ONU que mantém uma força de estabilização enorme no país. Lugar que já foi responsável pela produção de 75% do açúcar consumido no mundo. Tudo bem que foi no século XVIII. E desde então o desenvolvimento não se propagou. Pelo contrário, regrediu e com ele o povo: Sofrido, sofrido. Isso todos já sabem. E quanto ao futuro? O amanhã? Tem gente que se importa mais em saber na quantia doada por Madonna e Gisele Budchen, a saber, como este dinheiro será gasto. Dizem por aí que o melhor a se fazer é pagar a dívida externa. Amortizar os juros e recomeçar. Vida nova ao H.A.I.T.I. Vamos ajudar meu povo! Vamos usar a televisão como arma e arrecadar fundos para cobrir todas as despesas. Ajudar esse povo a ser saudável. A ser feliz!
domingo, 17 de janeiro de 2010
UMA FUTILIDADE
Uma futilidade
Você a tarde
Me fazendo dormir
E a noite
As onze
Você no telefone
Desfazendo de mim
Sua futilidade
Está presa
Quando me faz sair
E esquecer os problemas
Que nós dois temos aqui
Futilidade você
Me tratar sem fingir
Me ama se convém
Me dispensa
Aos outros que vem
Uma futilidade
Você falando bem
De mim, dos outros
E o seu meu nada ter.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Não vou e não vamos te deixar sozinha.
Rafa...........
...................Ela que por muitas vezes se sentiu traída e amargurada, resolveu acabar com a sua vida. Atear fogo no corpo era uma solução. Mas para qualquer ação, Ela precisaria de alguém. Que graça existe sem ninguém para ver? Se contabilizarmos já temos duas pessoas. Alguém e ninguém!!!
Estava decidida. Atear fogo seria a solução de seus problemas. Com ninguém e alguém, Ela se desmanchava toda. Se desmilinguia toda aos som de Pagú. Não estava ligando para o que iriam pensar sobre ela. Ela então........ se ia. Derretia-se. Acabava-se. Morria. Ali. Perto de ninguém e de alguém. A história de Ela que queria morrer perto de alguém e não sozinha. Que mesmo na morte ninguém se importava com Ela.
Senhoras, senhores. Jovens. Homens e mulheres. Ela se foi. Foi porque quis. Por que não suportava estar sozinha numa selva de pedras cheia de pedras e não de pessoas. Pedras! De repente, não mais que de repente, Ela ouve uma voz vinda ao fundo. Acorda! Acorda! Acorda! Era Rafa despertando de um terrível sonho. De um pesadelo tido com Ela.
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