sábado, 28 de fevereiro de 2009

Visite o Rio de Janeiro

Fim de semana badalado em plena Rio de Janeiro e com certeza muitas histórias tenho para contar. E porque não escrever? Porquê tô cansado. Nem precisa dizer.... Ih, ele tá igual a Maria Rita no Twitter, reclamando de cansaço. E quando tô assim, cansado, meu humor varia tanto. Não só o humor. Meu paladar também. Falando em "comida". Comi peixe uma única vez. Paguei R$3,50 em um cachorro-quente (pão com salsicha mesmo!) no Forte de Copacabana. Comprei duas (2) pêras no Supermercado zona sul (esqueci elas lá), ou seja, paguei mais não levei. Me deliciei com o famoso queijo na brasa. Resisti as espigas de milho por toda a orla. E claro, muita água e cerveja. Fiquei levemente bêbado e me joguei no bloco de Ipanema. Mas, antes estive no Cordão do Bola Preta - BP. Meu Deus! Quanta gente. Confesso que fui conferir a Maria Rita como Rainha do BP, mas fiquei impressionado com o poder do bloco. O interessante foi ver a multidão (estatística de 1 milhão de pessoas) brincando, cantando, bebendo e roubando na Avenida Rio Branco no centro do Rio. Valeu a pena? Claro! Conheci o famoso Bola Preta. Vi a Maria Rita rebolar até o chão e ainda abracei grandes amigos cariocas. Quer coisa melhor?
Se é melhor eu ainda não sei. Vi Copacabana lá do alto da Roda Gigante. Conheci Diogo Nogueira e Moisés Marques e, de quebra, dei um abraço apertado na Fabiana Cozza. Isso sim que é ter disposição. Sambei com a burguesia em massa que não se importava em pagar R$4,00 por uma lata de coca cola. Eu não sou pão duro, mas quero dizer a todos o quanto custa passar o carnaval na cidade maravilhosa. Tudo bem que o pessoal queria mesmo era tomar cerveja. Nem adianta me perguntar o preço que eu não quis nem saber. Só sei que tinha skol.

Estar no Rio de Janeiro é diferente de morar nele. Tive a impressão de que o copacabanense (morador de Copacabana) está satisfeito em morar naquele bairro. Não pelo glamour apenas, mas porque não se vê mais evolução. Nada mudou desde que estive por lá em junho do ano passado, por exemplo. Eles, os moradores, querem assim. Prédios antigos, velhos e velhas em cadeira de rodas por toda a calçada. Velhas esticadas, de batom vermelho e óculos escuro. E muito louro acobreado nos fios de cabelos das morenas. Ou são louras, ou não são aceitas. E claro, as madames e seus poodles e afins, e as babás uniformizadas empurrando os carrinhos de bebês.

Mais a frente, chegamos em Ipanema. Lugar bonito. Quero dizer, lindo. Jovens executivos exibem suas maletas de couro mesmo em pleno carnaval. Mulheres gatíssimas e gostosíssimas saíndo dos prédios modernos de um bairro que esbanja glamour e dinheiro. Ali, sim, uma cerveja custa R$5,00. É claro que eu comprei as geladíssimas do ambulante a R$2,50. Eu não moro em Ipanema. Um bairro que cresceu junto com a zona sul. Prédios modernos, bares mais ainda. Shoppings gelados com o calor do Ipanemense. Meu voto é por Ipanema! Foi eu ficar ali por cinco minutos e ver alguns famosos. Essa não era a minha meta. Aliás eu não tinha nenhuma meta. Não sei se posso dizer isso, mas a Monique Evans estava saíndo da areia quando a encontrei. Pálida, a titia concedeu um sorriso e disse: não estou bem.

Em Copacabana só tem turista! Pra não dizer que não vi ninguém por lá, Galisteu gravou uma matéria na altura do posto 5 mostrando um artesão. O cara é um gênio em fazer esculturas de areia. Ela, assim como muitos outros, mente para o público. Quer entender melhor o que estou dizendo? Assista ao programa dela pela Band (não sei se já estreou) e verá, mas veja esta matéria. Ah, ela deu ao gênio R$50,00.

Já diziam os compositores Ronaldo Barcelos e Picolé... "oportunidade não cruza o rebouças, é muito louca a vida por aqui".... o Rio de Janeiro continua lindo. Sim, a zona sul do Rio é linda. Porque vou te contar....... é muita hipocrisia. É muita pobreza. É muita desigualdade. É muito preconceito. Dois moradores do prédio que fiquei na Rua Bolivar me olharam torto no elevador. Isso porque sou turista e estava no pedaço deles. No quadrado deles, né? Vou te contar..... Como eles sabiam que eu era turista? Eles sabem de tudo. O que eles não sabem é que eu ajudo a financiar a cidade deles. Tudo bem que eu nasci no Rio, mas sou turista. Eu ajudo a por fim na crise mundial na cidade do Rio de Janeiro. Turistas injetam muita grana na economia local. Gera emprego temporário para muita gente que desce do morro para vender o melhor queijo na brasa do mundo. Neguinho vende artesanato e ainda é xingado de marginal. Tem marginal que se passa de neguinho também. Ai temos de ficar de olho! Visite o Rio de Janeiro. Jogue água no cabelo de laquê das plastificadas. Façam miau perto dos cachorrinhos de marca. Só não deixem os carrinhos de bebê caírem no chão, mas peçam o telefone das babás. Exija o documento fiscal dos bares mais caros. Não pague 10%. Deixe o troco para o ambulante. Visite o Rio de Janeiro!