segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Partir


Acho que já posso partir.
Já posso partir.
Já posso.
Eu posso.
Vivi quase trinta anos.
Vivenciei brigas, amores, paixões...
....Dos outros e minhas paixões, amores e brigas.
Já chamei tudo de trem e ainda chamo.
O trem que deveras é, o chamo de metrô.
A minhoca de metal dita por Falcão.
Eu que já pisei num palco como artista.
Que fiz um mundo torto de autista.
Que vi por muitas vezes Maria Rita
E por muito mais ousei cantá-la.
Degustá-la em minha vitrola.
Que assisti Bethânia. Que dormi Bethânia.
Que comi Bethânia. Que fui lá ver...
Bethânia-me! Bethânia-me!
Que fui mais que fã por ai.
E até por aqui.
Que recebi axé.
Um abraço apertado....
Mesmo não sendo de namorado.
Que me retribui carinho de amigo.
Eu já me posso partir.
Por ter a Cozza por perto
Por amar a Cozza.
Por ela ser mais do que é.
Ela é. Sim, ela é.
Reservo este tempo para contar
Pra você ter o que lembrar.
A música me dá alegrias
Mas preciso partir.
Acho que já posso partir.
Já posso partir.
Já posso.
Eu posso.

Um comentário:

  1. Poeminha que mostra um tantinho de vc. Mto bom! Mineirinho qdo diz "trem", q aliás tb costumo falar, talvez com menos frequencia rs, apesar de não morar em Minas...mas viver entre as divisas gera sobreposições de sotaques haha; porém universal nos sentimentos transmitidos.

    Beijos. Jamili.

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