domingo, 31 de maio de 2009

ÉTICA (Wester de Castro)

Essa chatíssima da Ética
Sem cor de muito neutra
Sem ação de muito parada
Essa irritante ainda me paga
Ao troco de pagar a ela
Ética: imposto adquirido
Taxas a quitar de fábrica
Eu que tenho poucos bens
Poucos amigos e bichos
Mando a Ética as favas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fabiana Cozza em Belo Horizonte

Fonte: Márcio Costa
A cantora Fabiana Cozza já se encontra em terras mineiras. Ontem, no período da tarde, a paulista passou o som na casa de shows Lapa Multishow, em Belo Horizonte. O show ao lado de Sérgio Pererê começa as 22 horas de hoje e promete muita animação.
R. Alvares Maciel, 312 Sta Efigênia. Belo Horizonte - MG - (31) 3241-2074




Fabiana Cozza, 31, começou sua carreira em 1996 no grupo vocal “Novella” coordenado pela cantora Jane Duboc. Em 1998 gravou no CD “Pra tirar o chapéu” de Eduardo Gudin, com quem se apresentou em shows ao lado de Ivan Lins, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Leila Pinheiro, Hermeto Paschoal, Chico César.


No teatro participou das montagens dos musicais "Os Lusíadas" (1999 – direção de Iacov Hillel), "A Luta Secreta de Maria da Encarnação" (2001 – escrito por Guarnieri). Também atuou em "Rainha Quelé - Tributo a Clementina de Jesus", "O Canto da Guerreira" e "Do Guarani ao Guaraná – 100 anos de Lamartine Babo”, dirigidos por Heron Coelho., e "Aquarelas de Ary Barroso", dirigido por Sérgio Lima.
Recentemente tem se apresentado ao lado de artistas como João Bosco, o grupo instrumental Zimbo Trio, Nei Lopes, D. Ivone Lara, Almir Guineto entre outros.
Fonte: http://www.fabianacozza.com.br/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Satisfação do Cliente - Uma filosofia empresarial

Desde a abertura do mercado brasileiro à competição estrangeira, a partir de 1990, observam-se transformações na estratégia mercadológica das empresas nacionais. Isso vem acontecendo paralelamente à globalização das economias mundiais, demandando, das empresas candidatas à sobrevivência, aumento de produtividade, redução de custos, padronização da qualidade dos produtos e, espera-se, preços mais baixos para o consumidor final.
Entretanto, esse mercado global impõe um novo desafio às empresas: o desenvolvimento de uma vantagem competitiva sustentável, ou seja, algo que o cliente perceba como um diferencial entre o produto de uma empresa e o da concorrência. Segundo 615 executivos americanos ouvidos pelo Instituto Gallup, o atendimento de qualidade ao cliente é o que determinará o crescimento das empresas na próxima década.
Atender o cliente com qualidade, ou satisfazê-lo, é uma filosofia empresarial baseada na parceria. É fundamental compreender-se que atender o cliente com qualidade não se resume a tratá-lo bem, com cortesia. Mais do que isso, hoje significa agregar valor (leia-se benefícios) a produtos e serviços objetivando superar as expectativas do cliente. Para tal, é necessário se estabelecer um canal de comunicação direto entre cliente e empresa, através do qual o cliente é atenta e permanentemente ouvido e suas críticas e sugestões transformadas em especificações de melhores produtos e serviços, na ótica do cliente.
Essa filosofia, que prioriza as necessidades e interesses do cliente, não os da própria empresa, como se viu até então, leva ironicamente a um aumento do volume de negócios, principalmente dado à fidelidade do cliente à empresa. Ademais, estudos demonstram que, para a maioria das pessoas, a qualidade do serviço é pelo menos 8% mais importante do que seu preço; daí, consumidores estão dispostos a pagar entre 9 e 16% mais caro por serviços de qualidade.
A implementação dessa filosofia requer (1) a inversão das responsabilidades hierárquicas na empresa, passando a gerência a dar maior autonomia e apoio ao pessoal de linha de frente, e (2) a coordenação entre os departamentos de recursos humanos, operações e marketing visando à melhor seleção, treinamento e motivação da força de trabalho para que se entregue ao cliente o produto/serviço que lhe foi prometido. Em outras palavras, a empresa tem que estabelecer uma parceria não só com o cliente, mas também com seu funcionário já que sem sua cooperação qualquer plano está fadado ao insucesso.
Esgotou-se o tempo para egocentrismos e prepotência empresariais. Isso porque o poder agora está nas mãos do cliente através do seu direito de escolha. Se uma empresa não procurar conhecer seu cliente para assim atender suas necessidades e expectativas, certamente haverá uma outra na esquina ao lado que o fará. Além disso, estudos indicam que 90% dos clientes insatisfeitos com uma empresa nunca mais a procurarão e ainda comentarão sobre sua experiência negativa com 10 a 12 conhecidos. Segundo a especialista americana Joyce Sullivan, 'empresas não fazem propaganda; clientes, sim'.
A crescente difusão e aplicação do Código de Defesa do Consumidor contra aquelas empresas desrespeitosas denota a tomada de consciência do consumidor brasileiro quanto à proteção dos seus direitos individuais; entretanto, as verdadeiras conquistas se darão no âmbito do próprio mercado com o grosso dos clientes determinando a empresa que fica, e a que sai. Esse, sim, é o pleno exercício do Direito do Consumidor.
A exemplo do que já acontece nos Estados Unidos, quem sabe não vamos ver em breve no Brasil, num daqueles dias de filas saindo pela porta do banco, caixas pararem o serviço interno e abrirem para o público, assim reduzindo a espera dos clientes; ou mesmo obter-se uma carteira de motorista num período de duas horas e ainda poder tirar a foto e pagar a taxa de R$ 7,00 no próprio Detran com cartão de crédito; ou ainda receber uma carta da companhia telefônica, com um vaucher de R$ 30,00 em anexo, desculpando-se por um transtorno causado. Perfeitamente possível, desde que a satisfação do cliente se torne a norma empresarial no Brasil.
Tudo isso pode parecer irrelevante ou mesmo utópico para alguns empresários ou consumidores. Porém, tal julgamento é influenciado pelas experiências anteriores e, conseqüentemente, pelo referencial de qualidade de cada um.
*Artigo publicado no jornal O Globo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Maluquês

Hoje em dia é muito comum as pessoas ganharem nome de enlouquecidas. Isso acontece a medida em que o mundo se transforma. Na verdade, a correria e o transtorno do dia a dia, fazem com que o ser humano se torne mais estressado e sua capacidade de raciocínio seja anulada em função do cansaço. Dessa forma, frases como "olha a louca lá!", 'Fulano é louco", são muito comuns.
É claro que, em alguns casos, esse tipo de "distúrbio" pode ser fatal. É preciso, então, uma clinica especializada que atenda de maneira eficaz as necessidades do paciente. Algumas casas do ramo cobram muito caro, mas o resultado pode ser excelente.
Uma das formas de se tratar é a terapia. Utilizam instrumentos musicais como o alarme, por exemplo. O som emitido acalma e ajuda a recuperar a auto-estima.
O importante é diagnosticar os casos bem cedo. Alguns deles são depressão proveniente da rotina e outros de "maluquês" nata. É importante ainda, saber o perfil dos funcionários das casas especializadas, pois os mesmos podem ser proteínas vegetal a ponto de maltratarem os pacientes.
*Achei esse texto que fiz na época da faculdade em 17/08/04. Não sei se termina assim, mas só achei essa parte. Não sei porque fiz, mas acho que devia ter um tema na aula de Leitura e Produção de Textos III.

domingo, 10 de maio de 2009

As rosas não falam (Cartola)

Para quem ainda não assistiu ao DVD Vanessa da Mata ao vivo, assistam. Está perfeito. Vanessa no palco como nunca vi.
A interpretação da música "as rosas não falam" está simplesmente maravilhosa..


Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim.


terça-feira, 5 de maio de 2009

O Baile 2

Ainda era dia. Ela se arrumava para o baile de mais tarde. Ele, menos preocupado, também se ajeitava. Cabelo penteado. Fantasia engomada. Cabelo escovado. Fantasia na costureira. Maquiagem semi-pronta. Combinava com o tom adocicado do vestido. Tudo quase pronto para o grande dia: Faltava a permissão do pai.
--Ora, deixe a menina ir.
--Cala-te. Sua insignificância não sabe falar.
Homem severo. Coração amragurado. Sem amor. Ela chorava e implorava por um sim. Menina bonita de olhos bonitos. Educada. falava somente o necessário. Ele, ancioso, também se ajeitava. Cabelo penteado. Fantasia no corpo. Já era nove horas. Esperava um grande amor. Ele não a conhece. Não sabe seu destino. Ela já o viu na praça. Família honesta. Pobre. Ele nada sabe. Família rica era a dela. O relógio marca vinte e duas horas. Ela chega. O pai permitiu. Vestido rodado. Fantasia de princesa. Ele também. Vestia preto. Máscara atraente. Se olham. Dançam. Era tarde. Ela precisava voltar. Para ele, ainda cedo. Podia ficar. Só mais um pouco. Meia hora.
Se beijam.
--Tenho de ir.
--Não fique.
--Não poso. É meu pai.
--Quem?
--Meu pai!
--Te amo!
--Não ouvi.
--Te amo.
--Eu também.
--Não sabe quem sou.
--Sei sim.
--Quem?
--Menina bonita. Parece princesa.
--Tristeza.
--Não, princesa.
--Tristeza. Tenho de ir agora.
--Não, volta.
--Não posso. Adeus.
--A Deus, eu peço que fique. Falo com seu pai.
--Não dá mais.
Outro beijo.
Despedia. Coração apertado. Talvez em um novo encontro. Não está certo ainda.
Despedida. Coração acelerado. Certeza de um novo encontro. Tudo certo.
Grande amor. Um só coração. paixão.
Ele chora... Ela também....
Familia foi embora. Portugal.
Grande amor. Apenas um encontro.