quinta-feira, 23 de abril de 2009

Três... Dois M’s e, um I

Imagem: Márcio Costa

Um pouco do pai.
Um pouco da mãe.
Muito dele mesmo!
Garoto levado, antenado.
De um lado, alegria na boca.
De outro, tristeza nos olhos.
Apenas um. O suficiente para enxergar! Um pouco do pai!
Um pouco da mãe!

Tem dois olhos.
Enxerga o mundo, e além.
Pensa, repensa. Um balão de gás...
... chega a flutuar.
Cai de novo.
Parece anormal.
Não é. É legal.
É mãe.
É pai.
É tia.
É prima também!
Hoje é avó!
Dessas preocupadas
Com as desocupadas.
Que ajudam a encher sua cabeça.

Teve problemas
Como todo mundo.
Veste esperança
Até o pescoço.
Somente uma orelha é do seu filho.
Pensa, repensa.
Volta atrás,
Mas continua andando. Ou será pensando?
Sabe fazer o bem como ninguém.

Esse é muito normal? É cara de pau.
Homem comum.
Com 2.
Com 3.
Com 4.
Com 5.
Sua família!
Parece nervoso,
Alinhado.
Chega tarde.
Atrasado.
Tudo bem!
A cabeça agüenta!
Ela pensa, repensa.
Veste esperança
Até o pescoço,
Mas às vezes também
Veste vermelho.

Ele toma vergonha dia
E noite.
Sol e chuva.
Chora e pede desculpa.
Coisa de pai.
Seu nariz indica algo de bom...

Um comentário:

  1. Que bacana. Muito bom este poema. É você, seu pai e sua mãe, né? Parabéns...

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