No Brasil a discriminação acontece através da hierarquia social que é uma ideologia herdada por Portugal. Não temos como fugir disso, já é cultural. É claro que também somos produtores e transformadores da cultura por causa do nosso meio. Temos uma mentalidade de "cooperação" entre os diferentes e mesmo que passe o tempo não vamos mudar nossas ações.
Circula pela internet uma piada de muito mau gosto (olha o racismo aí) que descreve exatamente o racismo oculto por nós.
"Daiane dos Santos liga de Atenas, para sua mãe:
--Mamãe, tem ouro e prata. Qual a senhora prefere?
--Nenhum dos dois, minha filha. Prefiro mesmo é caturra."
O mesmo país que acredita e aposta em um negro é capaz de destruí-lo com a mesma intensidade. Como o caso de Daiane. Pele escura, pobre e com sonhos calcados na vitória. Bandeira VERDE e AMARELA e até as serpentinas de carnaval são válidas na hora da torcida. A Grécia se tornou pequena demais para essa "brasileirinha".
Foi esatabelecido um pacto: Os Meios de Comunicação de Massa veículam belas notícias carregadas de emoção com o intuíto de informar e de enriquecer culturalmente o povo brasileiro que compra o jornal, que assiste à TV, assina a internet e, que aumenta significativamente o faturamento desses empresas que visam à informação.
Como um país que dá a vida para garantir recordes nas olimpíadas (que na verdade chama-se "fábrica de dinheiro" ou "indústria cultural"), tem uma atitude, ora explicita, ora mascarada, a ponto de discriminar não só a pobre menina mulata, mas também a si mesmo?
É muito simples. Se Daiane tivesse ganhado, milhões de reais apareceriam em publicidade para ela e o faturamento das empresas duplicariam. O ouro é nosso! A trajetória de vida da menina de ouro seria exposta aos quatro cantos com o slogan: "Ela merece" ou quem sabe "Do Brasil para o mundo".
Nada disso. Ela perdeu. O sonho olímpico acabou. O Brasil teve um prejuízo moral muito grande. Suas crianças perderam a vontade de praticar esporte e a população inteira ganhou uma banana. Quanta hipocrisia. A macaca mór.... Morreu.
Como já dizia a música "Brasil, mostra a sua cara". O que ocorre é uma mistura de raças para a camada superior sustentar a inferior, ou vice-versa. Mas sem esquecer de uma coisa. Cada macaco no seu galho. Será esse o caso de Daiane? Para que temos de fingir que gostamos dela ou dele, disso ou daquilo se já existe uma concepção racista?
Há uma pseudo-tolerância das misturas de raças dentro dos conflitos existentes na sociedade quando se trata de aceitação. Essa mistura de raças nada mais é do que fruto de determinismo biológico que dissimula o preconceito. E não há nada mais racista do que a própria exaltação da identidade racial.
Nós tendemos a criar lendas em cima da idéia da fusão das raças: índio, negro e branco. Buscamos explicações culturais em cima dessa ideologia que na verdade mascara o conflito. Assumimos de uma vez por todas que somos preconceituosos sim e que tudo vai mudar? Ou concordaremos para sempre com os Meios de Comunicação de Masssa que não são a favor do racismo; muito pelo contrário, eles até noticiam cotas para negros em universidades?
Circula pela internet uma piada de muito mau gosto (olha o racismo aí) que descreve exatamente o racismo oculto por nós.
"Daiane dos Santos liga de Atenas, para sua mãe:
--Mamãe, tem ouro e prata. Qual a senhora prefere?
--Nenhum dos dois, minha filha. Prefiro mesmo é caturra."
O mesmo país que acredita e aposta em um negro é capaz de destruí-lo com a mesma intensidade. Como o caso de Daiane. Pele escura, pobre e com sonhos calcados na vitória. Bandeira VERDE e AMARELA e até as serpentinas de carnaval são válidas na hora da torcida. A Grécia se tornou pequena demais para essa "brasileirinha".
Foi esatabelecido um pacto: Os Meios de Comunicação de Massa veículam belas notícias carregadas de emoção com o intuíto de informar e de enriquecer culturalmente o povo brasileiro que compra o jornal, que assiste à TV, assina a internet e, que aumenta significativamente o faturamento desses empresas que visam à informação.
Como um país que dá a vida para garantir recordes nas olimpíadas (que na verdade chama-se "fábrica de dinheiro" ou "indústria cultural"), tem uma atitude, ora explicita, ora mascarada, a ponto de discriminar não só a pobre menina mulata, mas também a si mesmo?
É muito simples. Se Daiane tivesse ganhado, milhões de reais apareceriam em publicidade para ela e o faturamento das empresas duplicariam. O ouro é nosso! A trajetória de vida da menina de ouro seria exposta aos quatro cantos com o slogan: "Ela merece" ou quem sabe "Do Brasil para o mundo".
Nada disso. Ela perdeu. O sonho olímpico acabou. O Brasil teve um prejuízo moral muito grande. Suas crianças perderam a vontade de praticar esporte e a população inteira ganhou uma banana. Quanta hipocrisia. A macaca mór.... Morreu.
Como já dizia a música "Brasil, mostra a sua cara". O que ocorre é uma mistura de raças para a camada superior sustentar a inferior, ou vice-versa. Mas sem esquecer de uma coisa. Cada macaco no seu galho. Será esse o caso de Daiane? Para que temos de fingir que gostamos dela ou dele, disso ou daquilo se já existe uma concepção racista?
Há uma pseudo-tolerância das misturas de raças dentro dos conflitos existentes na sociedade quando se trata de aceitação. Essa mistura de raças nada mais é do que fruto de determinismo biológico que dissimula o preconceito. E não há nada mais racista do que a própria exaltação da identidade racial.
Nós tendemos a criar lendas em cima da idéia da fusão das raças: índio, negro e branco. Buscamos explicações culturais em cima dessa ideologia que na verdade mascara o conflito. Assumimos de uma vez por todas que somos preconceituosos sim e que tudo vai mudar? Ou concordaremos para sempre com os Meios de Comunicação de Masssa que não são a favor do racismo; muito pelo contrário, eles até noticiam cotas para negros em universidades?
obs: Texto escrito em 2004.
O esporte é cruel!!E infelizmente uma das poucas coisas q nos valorizam lá fora são os atletas ; vilões e hérois!!
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