segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Plante uma árvore

Consegui ajudar um cadeirante de rodas. Isso mesmo. Semana passada ajudei um deficiente físico a subir no ônibus. Foi bem tranquilo. Quando vi já estava lá, ajudando. Ninguém repara. Aliás, ninguém vê nada.

Sábado, dia 07, fui ao show de Roberta Sá. Meu Deus, ela estava linda. Não é só a Maria Rita que eu amo. A Maria Rita é a que mais amo. Roberta, como sempre, simpática, simpática, simpática. Cantou o repertório do seu primeiro e último CD, respectivamente "Braseiro" e "Que belo estranho dia para se ter alegria". Roberta é simples. Canta simples. Rir simples. Roberta não desafina. Pelo menos no pouco que conheço sobre afinação, ela não desafina. Show perfeito.

Preciso dizer que a Roberta sempre, sempre me lembrou uma grande amiga. O jeito no palco e não no cantar. Eu sei que estou falando de afinação, mas tinha de dizer aqui neste parágrafo que a Roberta me lembra muito uma mulher que se foi. Não para outra vida (bate na madeira). Que foi para outro estado. Outra cidade. Que deixou saudades. Que deixou sua marca.

Felicidade é o que sinto quando estou com quem amo. Mais feliz ainda quando estou com quem amo e ouvindo músicas que amo. Tenho estado mais feliz. Aliás, como muitos pensam, eu não sou sozinho. Eu fico sozinho. Eu escolhi isso. Eu preferi isso. É claro que, às vezes, eu não quero estar assim... tão só. Mas fico, oras. Aí eu ligo meu som bem alto e canto.. canto.. canto....

Agora, por exemplo. Estou sozinho em casa, mas não estou me sentindo assim...... Não é porque o Nascimento está na TV vomitando as males do mundo que tem de me fazer companhia. É porque moro sozinho. Já me acostumei. E o que faço quando estou sozinho? Eu canto.. canto.. canto.

Neste mesmo sábado, disse ao motorista de táxi. O Sr, pode parar o carro ali perto daquele fogo... Colocarm um pneu em chamas embaixo de uma árvore na rua em que moro. A copa tinha sido aparada recentemente. Me pareceu coisa do morador em frente. Isso de madrugada. E meu amigo foi lá jogar água e salvar a pobre árvore indefesa. O morador apareceu disse que a culpa são dos homossexuais que ficam lá na Pedro II. Tive de rir da desculpa. O mais interessante foi ele falar homossexual. Não condizia com a postura, naquele horário, de uma pessoa que estava cometendo um crime. Sim, porque eu acho um absurdo queimar uma árvore daquele porte. Ou de qualquer outro porte. Não devemos matar árvores, devemos plantá-las. Ela faz parte das três coisas que precisamos fazer para sermos felizes: ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.

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