Qual o problema em ser clichê no fim do ano? O clichê no seu significado mais natural vale mesmo é ai, em dezembro. Mês em que São Pedro chora as mágoas inundando campos e alagando ruas. Podíamos telefonar para São Pedro e pedir chuva quando as plantações estivessem precisando e os rios secando e os bichos com sede. Este texto, por exemplo. Começou bem clichê. Porque falar de chuva em dezembro é muito isso tudo. Atrapalha as festas e a entrada do novo ano fica suja. Neste caso de lama, de lodo, de chuva..... Por isso chega de tanto o céu desabar. E as crenças e mandingas do que valem? Desenhar um sol na rua, no asfalto só tem sabor quando se é criança. Enquanto adulto, vale e olhe lá, oferecer a Santa Clara sabão em barra. Deve-se jogar no telhado de casa. Não no do vizinho. Nele, no vizinho, é bom ir mais tarde para filar a bóia, a ceia, o vinho ou chandon. Muitas pessoas prefrem sangue de boi à chandon. Qual o problema? Eu prefiro a tradicional cerveja. Gelada. Parecendo canela de pedreiro. Aprendi essa esses dias. Pois bem...... Valha-me de chuva. Estou úmido, pálido, com sono e com fome. Sintomas de uma boa chuva. De um tempo nublado. Sintomas de dezembro. Do mês 12 que se somarmos os números 1 + 2 resulta, claro, em 3 que significa, segundo a numerologia de Aparecida Liberato: otimismo, talento, bom gosto, comunicação, cordialidade, sociabilidade, expressividade, amor a vida, bom gosto, interesse em todas as coisas. E que tem como características negativas: futilidade, prepotência, exibicionismo, superficialidade, extravagância, vaidade, fraude, o ser anti-social. Por isso, meus caros, sempre existe o outro lado. E o outro lado da chuva, é o sol. Este que agora, aqui no sudeste, traria boa entrada para muita gente. E o clichê de bons fluídos e de um Feliz 2010 cairia muito bem. Não vamos nos entregar a tempestade. Torcer para que São Pedro esteja feliz e não chore nem de alegria. Ele devolveria a paz nos lares dos desabrigados, dos tristes, dos desesperançosos..... Sorria São Pedro. Sim, você está sendo filmado. Sorria, São Pedro. Sorria, São Pedro.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Sorria São Pedro!
Qual o problema em ser clichê no fim do ano? O clichê no seu significado mais natural vale mesmo é ai, em dezembro. Mês em que São Pedro chora as mágoas inundando campos e alagando ruas. Podíamos telefonar para São Pedro e pedir chuva quando as plantações estivessem precisando e os rios secando e os bichos com sede. Este texto, por exemplo. Começou bem clichê. Porque falar de chuva em dezembro é muito isso tudo. Atrapalha as festas e a entrada do novo ano fica suja. Neste caso de lama, de lodo, de chuva..... Por isso chega de tanto o céu desabar. E as crenças e mandingas do que valem? Desenhar um sol na rua, no asfalto só tem sabor quando se é criança. Enquanto adulto, vale e olhe lá, oferecer a Santa Clara sabão em barra. Deve-se jogar no telhado de casa. Não no do vizinho. Nele, no vizinho, é bom ir mais tarde para filar a bóia, a ceia, o vinho ou chandon. Muitas pessoas prefrem sangue de boi à chandon. Qual o problema? Eu prefiro a tradicional cerveja. Gelada. Parecendo canela de pedreiro. Aprendi essa esses dias. Pois bem...... Valha-me de chuva. Estou úmido, pálido, com sono e com fome. Sintomas de uma boa chuva. De um tempo nublado. Sintomas de dezembro. Do mês 12 que se somarmos os números 1 + 2 resulta, claro, em 3 que significa, segundo a numerologia de Aparecida Liberato: otimismo, talento, bom gosto, comunicação, cordialidade, sociabilidade, expressividade, amor a vida, bom gosto, interesse em todas as coisas. E que tem como características negativas: futilidade, prepotência, exibicionismo, superficialidade, extravagância, vaidade, fraude, o ser anti-social. Por isso, meus caros, sempre existe o outro lado. E o outro lado da chuva, é o sol. Este que agora, aqui no sudeste, traria boa entrada para muita gente. E o clichê de bons fluídos e de um Feliz 2010 cairia muito bem. Não vamos nos entregar a tempestade. Torcer para que São Pedro esteja feliz e não chore nem de alegria. Ele devolveria a paz nos lares dos desabrigados, dos tristes, dos desesperançosos..... Sorria São Pedro. Sim, você está sendo filmado. Sorria, São Pedro. Sorria, São Pedro.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
TEMPO
É de todas as atitudes
A mais egoísta
A expressão que diz
mEU tempo
É equivalente àquela que diz
sEU tempo
E ambas não socializam
Como se fosse possível
Fazer do tempo potes
Não entendendo
Que a condição primeira
Do próprio tempo
É fazer parte
E qualquer coisa partida
É no mínimo duas
(Wester de Castro)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Partir
Acho que já posso partir.
Já posso partir.
Já posso.
Eu posso.
Vivi quase trinta anos.
Vivenciei brigas, amores, paixões...
....Dos outros e minhas paixões, amores e brigas.
Já chamei tudo de trem e ainda chamo.
O trem que deveras é, o chamo de metrô.
A minhoca de metal dita por Falcão.
Eu que já pisei num palco como artista.
Que fiz um mundo torto de autista.
Que vi por muitas vezes Maria Rita
E por muito mais ousei cantá-la.
Degustá-la em minha vitrola.
Que assisti Bethânia. Que dormi Bethânia.
Que comi Bethânia. Que fui lá ver...
Bethânia-me! Bethânia-me!
Que fui mais que fã por ai.
E até por aqui.
Que recebi axé.
Um abraço apertado....
Mesmo não sendo de namorado.
Que me retribui carinho de amigo.
Eu já me posso partir.
Por ter a Cozza por perto
Por amar a Cozza.
Por ela ser mais do que é.
Ela é. Sim, ela é.
Reservo este tempo para contar
Pra você ter o que lembrar.
A música me dá alegrias
Mas preciso partir.
Acho que já posso partir.
Já posso partir.
Já posso.
Eu posso.
CLAUDIA
karina, quando criança, tinha jeito de criança. Sem nenhuma prioridade anormal. Gostava de coisas típicas de criança. Sistematicamente. Quando começou a ter corpo, ou melhor, quando seu corpo começou a ter mais forma feminina que infantil nada de estranho lhe era visto. Gostava de vaidades e tudo que lhe atribui. Cabelos, cheiro e espelho. Karina foi durante muito tempo como o tempo queria. Ela, simpática, tinha muitas pessoas que lhe queria bem. Sempre havia a sua volta um mimo. Conhecia muito bem alguns amigos e dividia com eles certos lugares. Bares, cinemas e escola. Mas foi na rua, coisa de tropeço, que Karina conheceu Claudia. E esta história é sobre Claudia. Ate onde se pode contar.
Claudia é digna de mil detalhes, mas vou me ater a um. Tinha dezesseis anos. Com dezesseis anos já se fez muita coisa. Nadou no mar, menstruou-se, brigou por coisas inúteis, etc, etc e etc. Coisas de dezesseis anos. Foi na esquina da Álvares Cabral com Augusto de Lima, dois grandes homens, que as duas, como disse anteriormente, tropeçaram. O sinal fechado para pedestres uma de lá, outra de cá. Um olhar que se cruza. Uma paixão que não se explica. O sinal abriu e ninguém atravessou. Houve medo do desencontro. Se olharam a distância de uma rua durante mais um tempo. O tempo de um sinal. Claudia atravessou e, já do outro lado, apenas sorriu. As duas passaram aquela tarde falando sobre tudo. Olhos concentrados em qualquer resposta. Mal sabiam que passaria dezesseis anos juntas. Amando de dar inveja. Felizes de dar inveja.
Logo decidiram namorar e que isso implicava responsabilidade. Apresentaram-se a quem deviam e seguiram. Beijavam com muita beleza e se falavam por códigos que só os amantes estruturam. Pensaram no futuro e em seus filhos que com certeza teriam. Não dividiam os perfumes. Cozinhavam uma para outra quando estavam acampadas na serra. Gostavam de música, cantavam juntas.
Claudia era simples, gostava de sandálias e amarrava o cabelo com passadeiras verdes e douradas. Tinha enxaqueca e pavor de lagartos. Chamava Karina de Nariza. O porque não sei. Mas achava lindo. Nariza é um apelido lindo. Coisas que só amantes entendem.
Claudia se desesperou quando Karina sofreu um acidente na porta da faculdade. Foi preciso socorro, internação e reserva de sangue. Descobriram que era hora de se casarem. E se casaram. Os melhores amigos levaram coisas. Cartões, panos-de-pratos, panelas e flores. Fizeram compras, compraram anéis e vasos. Pensaram em crianças e foram ao médico. E lá Claudia descobrira que jamais poderia ser mãe. Passaria por uma cirurgia de urgência. Sofreram e sofreram para sempre. Claudia estava feia, karina se enfeara junto. Claudia sobreviveu a todas noticias e procedimentos. Ficou de repouso. Tomou drogas fortíssimas e não se formou. Deprimida com tudo, pediu para Karina a deixar. Tinha ela trinta e dois anos quando viu sair Karina sem lhe dizer nada. Tão pouco levar nada. Isso doeu. Não brigaram. Isso doeu. Não choraram. Isso, também doeu. Claudia estava só. Sozinha cozinhou menos naquele sábado. Comeu menos. Deitou mais cedo e não dormiu. Passou o sábado, o domingo e a segunda sem dormir. Com fortes dores de cabeça, pediu que sua mãe lhe visitasse e na terça-feira lá estava sua mãe fazendo coisas de mãe. Chá, carinho e broncas. Passaram as dores e muito tempo. Claudia tinha agora uma idade que preferia não revelar.
Dentro de suas preferidas frivolidades está o jogo de cartas e as cartas que escreve para ela própria. Às vezes no silêncio de sua casa ri quando ela mesma lhe põe apelidos. Já se chamou de Doris, de Chata e de Pesle. Não me pergunte porque. Pesle porque, talvez, tenha a ver com seu ritmo lento de fazer as coisas, como se tivesse pés de lesma. Claudia detesta fazer compras. Isso lhe faz lembrar tantas coisas. Que há pouco dinheiro, que precisa emagrecer e o iogurte que Karina adorava, mamão com aveia, saiu de linha. Saiu de linha, também, o creme de cabelo que Karina usava. Dizer que Claudia não esquece Karina um instante sequer é mentira. Mas gosta de pensar nela de supetão.
Karina é, hoje, uma senhora sem nenhuma grande anormalidade. Não tem filhos e usa óculos. Vive praticamente para cozinhar e ler. Evita supermercados. Escreve para Claudia, mas não envia. Fez algumas coisas que não podem ser ditas. Mora muito próxima da casa onde morava quando criança. Passa muitas vezes pela avenida Augusto de Lima e sempre espera o sinal abrir duas vezes para atravessar. Sorte e tempo ou tempo e sorte. Mal sabem as duas que ambas morrerão daqui dezesseis anos sem nenhuma possibilidade de reencontro ou tropeço.
domingo, 22 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Amor, Festa e Devoção
Foto: Márcio Costa
Santa Bárbara - Roque Ferreira
É o amor - Zezé di Camargo
Do jeito que você me olha - Bruno e Marrone
Feita Na Bahia - Roque Ferreira
Coroa do Mar - Roque Ferreira
Tua - Adriana Calcanhoto
Ê senhora - Vanessa da Mata
sábado, 17 de outubro de 2009
Morro do Macaco, RJ, 17/10
A madrugada começou com "fogos de artifício" anunciava meu pensamento preguiçoso ainda de um sono recente. Sábado cinza, às 3h20. Aos poucos, o que poderia ser uma festa - diga-se de passagem de gente muito animada - foi se cristalizando em rajadas amarelas, alaranjadas que cortavam o céu da Zona Norte do RJ, em Vila Isabel, pertinho do Morro do Macaco.A Vila, que já foi de Noel e de Luis Carlos, dava sinais de sobrevida e cheirava a sangue. Senti uma dor no estômago forte, uma agonia mesmo estando "protegida" a alguns metros do bombardeio. Era como se eu estivesse ali, junto a mães, crianças, velhos, homens e mulheres, trabalhadores em meio as rajadas e explosões de tiros, muitos tiros. Uma dor pela minha infinita pequenez humana e impotência diante do que rugia em meus ouvidos. Uma dor pela nossa miséria humana, pelos aplausos às Olimpíadas de 2016, ao choro emocionado do presidente Lula, ao sorriso forçado do governador da cidade maravilhosa Sergio Cabral Filho, à festa na praia de Copacabana, princesinha do mar 50 anos atrás.Uma dor pelo tráfico ser uma economia rentável e mortal para a maioria dos jovens que nascem e vivem nos morros e nas periferias das nossas cidades. Um desespero pela nossa desestrutura, pelas filas de doentes sem convênio médico nos hospitais públicos, a luta pela caixa do remédio que dá uma sobrevida aos velhos, o esgoto onde as crianças brincam como se estivessem num rio, o lixão que é o pão e a mesa de muita gente, tristeza pela máscara que pusemos na cara e o perfume que disfarça nosso fedor.Morremos todos. Não é possível... meu tormento na madrugada era este: "não é possível". É sim Fabiana. E está aí, pra quem quiser ver, pra você ver. E não são baratas que podem ser esmagadas numa batida de chinelo. Já foram todos bebês. Quem somos? O que queremos? Que mundo a gente quer efetivamente e qual o tamanho da força que precisamos para conquistá-lo?!Milhares de outros ataques virão. E não tem nada de pessimismo nisso. É manchete no jornal, sensacional. Esse discursinho babaca de quem vive bem e acha que o problema está muito, muito longe. Mentira!Aqui em SP a gente gosta desta fala, falsa. Está tudo aqui, no nosso Haiti.Somos todos iguais nesta noite.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
"Ouçam, leiam, procurem por ela. "
Foto: Marcos HermesTexto escrito pela cantora Maria Rita
Fonte: http://www.maria-rita.com/
Desde ontem sou tomada por uma mistura curiosa de emoções. Primeiro veio a triste notícia do grave estado de saúde de Mercedes Sosa. Em seguida veio o acalanto de uma alma que compreende que a morte não é o final. No caso de Mercedes, é só mais um momento. De tantos outros. E nesta situação estranha de aceitação do eventual partir de uma entidade, chega uma imensidão de lembranças, curtas imagens.Meu primeiro contato com Mercedes foi ainda em Nova Iorque, em 1996 ou 97. Estudando, conheci a voz que mexeu comigo tão intensamente. Nenhum privilégio nisso. La Negra já havia feito tão mais. Sua história é de Guerra, é de entrega. É de chorar as vítimas dos medos, das sombras, das entranhas latino-americanas. É de entregar as raízes sincretizadas. É de delatar o feio, o imundo, o horror. É de honrar os seus. É uma história feminina, acima de tudo e no seu máximo.Quando em 2007 surgiu a possibilidade de uma apresentação com ela, não dei muita atenção. Não por arrogância. Mas por pânico. Jamais compreenderei a generosidade daquela alma gigante para comigo. A confirmação de duas apresentações me puseram a chorar no escuro no meu quarto.
Ao vê-la pessoalmente, na sala de sua casa, andando vagarosamente, a grandeza de sua pessoa, de sua história me atropelou. Me levantei em respeito, como haviam me ensinado quando pequena, mas inesperada e ingenuamente corri para seus braços. Ela colocou sua cabeça no meu colo, mulher de pequeno porte que é, e eu só fiz chorar. Em meio a um silêncio ensurdecedor instalado naquela sala. Pude confirmar a força que aquela mulher tem. é só ouvir atentamente tudo o que ela já cantou, e como o fez.Hoje me deparo com a possibilidade do partir. A perda é grande. Não somente para os argentinos. Mas a beleza da Música é que ela nos permite guardar nossos ídolos, para além das lembranças. Ouçam, leiam, procurem por ela. Hoje e sempre. Os anjos das luzes e das sombras podem estar se preparando para um momento único. Mas La Negra nos deu sua eternidade.Maria Rita
domingo, 23 de agosto de 2009
Maria Rita Esperança
FONTE: globo.com*http://criancaesperanca.globo.com/CriancaEsperanca/0,,17260-p-1277202,00.html
sábado, 8 de agosto de 2009
As Traças da paixão
Assisti ontem ao espetáculo As Traças da Paixão escrito por Alcides Nogueira e direção de Marco Antônio Braz no Teatro Sesiminas-BH. No elenco apenas os atores Maurício Machado e Lucélia Santos que contaram a história de um rapaz que viajava atrás de sua suposta mãe e que viveram uma paixão incestuosa que não fica clara no enredo. Nem mesmo uma atriz como Lucélia Santos, a eterna Sinhá Moça, atraiu público para a estreia do espetáculo. A casa estava vazia e a platéia morna. Maria Rita - Perfil
Não é um novo trabalho, mas quem estava esperando uma novidade da cantora Maria Rita, a Som Livre acaba de lançar um CD que reúne canções dos seus três álbuns Maria Rita de 2003, Segundo de 2005 e Samba Meu de 2007. A quem diga que ainda é cedo uma coletânea Perfil, eu mesmo acho desnecessário neste momento, mas as lojas já estão divulgando o disco que pode ser encontrado a R$22,90 em alguns sites especializados. Para quem ainda não sabe quais músicas contemplam o Perfil, abaixo, a lista e o ano da gravação.1. A Festa (Sobre Adapt de la Bamba) - 2003
2. Ta Perdoado - 2005
3. Cara Valente - 2003
4. Caminho das Águas - 2005
5. Encontros e Despedidas - 2003
6. Num Corpo Só - 2007
7. Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero) - 2005
8. Menina da Lua - 2003
9. Casa Pré-Fabricada - 2005
10. Maltratar, Não é Direto - 2007
11. Santa Chuva - 2003
12. Corpitcho - 2007
13. Feliz - 2005
14. O Homem Falou - 2007
15. Recado - 2005
16. Samba Meu - 2007
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Estreia hoje Fabiana Cozza em Belo Horizonte
Estreia hoje em Belo Horizonte a turnê oficial de Fabiana Cozza. " A cantora fará, em única apresentação, no grande teatro do Palácio das Artes o espetáculo "Quando o céu clarear" que é título do seu segundo disco.segunda-feira, 27 de julho de 2009
Todo dia é dia....
domingo, 12 de julho de 2009
Eu sou a outra
Ele é casado e eu sou a outra,
Na vida dele,
Que vive qual uma brasa,
Por lhe faltar
Tudo em casa.
Ele é casado e eu sou a outra,
Que o mundo difama,
Que a vida, ingrata, maltrata,
E, sem dó, cobre de lama.
Quem me condena, como se condena
Uma mulher perdida,
Só me vêem na vida dele,
Mas não o vêem, na minha vida.
Não tenho nome, trago o coração ferido,
Mas tenho muito mais classe,
Do quem não soube prender o marido.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
AMADO MICHAEL (Tom Zé)
da Folha Online
O cantor Tom Zé fez, com exclusividade para a Folha Online, uma poesia em homenagem a Michael Jackson, morto na última quinta-feira (25) após uma parada cardíaca. Leia a íntegra da poesia de "Amado Michael".
Da Grécia três te trouxeram Graças
Me diz!
Se na verdade, assim
Você não quer mentir?
Claro, sou eu quem tô dizendo.
Sofrendo, perdendo....
E você está feliz?
Me diz!
Balance a cabeça, se sim.
Balance a cabeça, se não.
Mas balance.
Não se faz de morta
Anda, atriz!
Meu coração que corta.
Já disse, me diz!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Presente das Cozzitas
Tem como não admirar Fabiana Cozza? Não, não tem! Além de excelente cantora, Fabi, como é chamada pelos fãs, agradece no seu blog oficial (http://www.fabianacozza.blogspot.com/) o carinho que recebe do público.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Podem comemorar
Fonte: Divulgaçãoterça-feira, 2 de junho de 2009
Ler por prazer ou por obrigação?
Mas será que a escola efetivamente educa para a leitura? Em outras palavras: o leitor formado pela escola torna-se um leitor permanente?A escola tem por obrigação formar pessoas capacitadas tanto a ler quanto em entender o que esta lendo. Isso só não acontece por culpa dos governantes que pagam mal os professores e cia limitada e por que o hábtito de ler não vem de casa.
domingo, 31 de maio de 2009
ÉTICA (Wester de Castro)
Sem cor de muito neutra
Sem ação de muito parada
Essa irritante ainda me paga
Ao troco de pagar a ela
Ética: imposto adquirido
Taxas a quitar de fábrica
Eu que tenho poucos bens
Poucos amigos e bichos
Mando a Ética as favas.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Fabiana Cozza em Belo Horizonte
Recentemente tem se apresentado ao lado de artistas como João Bosco, o grupo instrumental Zimbo Trio, Nei Lopes, D. Ivone Lara, Almir Guineto entre outros.
Fonte: http://www.fabianacozza.com.br/
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Satisfação do Cliente - Uma filosofia empresarial
Entretanto, esse mercado global impõe um novo desafio às empresas: o desenvolvimento de uma vantagem competitiva sustentável, ou seja, algo que o cliente perceba como um diferencial entre o produto de uma empresa e o da concorrência. Segundo 615 executivos americanos ouvidos pelo Instituto Gallup, o atendimento de qualidade ao cliente é o que determinará o crescimento das empresas na próxima década.
Atender o cliente com qualidade, ou satisfazê-lo, é uma filosofia empresarial baseada na parceria. É fundamental compreender-se que atender o cliente com qualidade não se resume a tratá-lo bem, com cortesia. Mais do que isso, hoje significa agregar valor (leia-se benefícios) a produtos e serviços objetivando superar as expectativas do cliente. Para tal, é necessário se estabelecer um canal de comunicação direto entre cliente e empresa, através do qual o cliente é atenta e permanentemente ouvido e suas críticas e sugestões transformadas em especificações de melhores produtos e serviços, na ótica do cliente.
Essa filosofia, que prioriza as necessidades e interesses do cliente, não os da própria empresa, como se viu até então, leva ironicamente a um aumento do volume de negócios, principalmente dado à fidelidade do cliente à empresa. Ademais, estudos demonstram que, para a maioria das pessoas, a qualidade do serviço é pelo menos 8% mais importante do que seu preço; daí, consumidores estão dispostos a pagar entre 9 e 16% mais caro por serviços de qualidade.
A implementação dessa filosofia requer (1) a inversão das responsabilidades hierárquicas na empresa, passando a gerência a dar maior autonomia e apoio ao pessoal de linha de frente, e (2) a coordenação entre os departamentos de recursos humanos, operações e marketing visando à melhor seleção, treinamento e motivação da força de trabalho para que se entregue ao cliente o produto/serviço que lhe foi prometido. Em outras palavras, a empresa tem que estabelecer uma parceria não só com o cliente, mas também com seu funcionário já que sem sua cooperação qualquer plano está fadado ao insucesso.
Esgotou-se o tempo para egocentrismos e prepotência empresariais. Isso porque o poder agora está nas mãos do cliente através do seu direito de escolha. Se uma empresa não procurar conhecer seu cliente para assim atender suas necessidades e expectativas, certamente haverá uma outra na esquina ao lado que o fará. Além disso, estudos indicam que 90% dos clientes insatisfeitos com uma empresa nunca mais a procurarão e ainda comentarão sobre sua experiência negativa com 10 a 12 conhecidos. Segundo a especialista americana Joyce Sullivan, 'empresas não fazem propaganda; clientes, sim'.
A crescente difusão e aplicação do Código de Defesa do Consumidor contra aquelas empresas desrespeitosas denota a tomada de consciência do consumidor brasileiro quanto à proteção dos seus direitos individuais; entretanto, as verdadeiras conquistas se darão no âmbito do próprio mercado com o grosso dos clientes determinando a empresa que fica, e a que sai. Esse, sim, é o pleno exercício do Direito do Consumidor.
A exemplo do que já acontece nos Estados Unidos, quem sabe não vamos ver em breve no Brasil, num daqueles dias de filas saindo pela porta do banco, caixas pararem o serviço interno e abrirem para o público, assim reduzindo a espera dos clientes; ou mesmo obter-se uma carteira de motorista num período de duas horas e ainda poder tirar a foto e pagar a taxa de R$ 7,00 no próprio Detran com cartão de crédito; ou ainda receber uma carta da companhia telefônica, com um vaucher de R$ 30,00 em anexo, desculpando-se por um transtorno causado. Perfeitamente possível, desde que a satisfação do cliente se torne a norma empresarial no Brasil.
Tudo isso pode parecer irrelevante ou mesmo utópico para alguns empresários ou consumidores. Porém, tal julgamento é influenciado pelas experiências anteriores e, conseqüentemente, pelo referencial de qualidade de cada um.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Maluquês
domingo, 10 de maio de 2009
As rosas não falam (Cartola)
A interpretação da música "as rosas não falam" está simplesmente maravilhosa..
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim.
terça-feira, 5 de maio de 2009
O Baile 2
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Chorei de medo e de vergonha
Com a vontade de ganhar o mundo, traficantes medem forças uns contra os outros a fim de definir quem é o melhor. Civis que acordam cedo para trabalhar e que chegam tarde depois de um dia tomado pelo cansaço mal podem abrir os portões de casa, isso quando os tem. A vida realmente não está fácil para essas pessoas que buscam sei lá o que.
Constatei que a população ao redor do tráfico não move forças para tentar diminuir a violência e que essa já faz parte do cotidiano delas. O barulho dos tiros soam como uma batida de mais um funk carregado de apologias. Ao invés de se esconderem debaixo das camas ou em pontos mais baixos para fugir de uma bala perdida, a maioria das pessoas correm para as janelas na tentativa de encontrar o melhor ângulo para aquele espetáculo. Não sei. Me senti acuado a tal situação a ponto de perder o controle e chorar. Chorei de medo e de vergonha. “No gueto o medo ilude e seduz com o poder da cocaína. Quem comanda o sucesso das bocas de fumo da esquina.” Vi crianças armadas com metralhadoras e rádios de comunicação em plena virada de ano. Vi mãe de traficantes esnobar a vizinhança com fogos de artifícios com várias cores de Almodóvar.
“Mas a favela não é mãe de toda dúvida letal. Talvez seja de maneira mais direta e radical. O sol que assola esses jardins suspensos da má distribuição. Que arranham o céu, mas não percebem o firmamento que se banham a beira-mar, mas não se limpam por dentro.”
Vi carros roubados e largados nas ruas ao meio do dia com a chuva castigando uma cidade cheia de extremos. Sinceramente eu não sei de mais nada. Perdi o sentido da vida naquele instante. Depois dos tiros e da entrada do novo ano, a chuva continuava a castigar o Rio e, o janeiro apenas começava. A paz desejada a meia noite parecia não ser de coração ou que Deus não ouvi as preces das milhares de pessoas que são figurantes de uma novela que parece não ter fim. "Que se orgulham do Cristo de braços abertos, mas não abrem as mãos para novos ventos.” Sinceramente eu não sei de mais nada. Perdi o sentido da vida naquele instante. Vi um adolescente de não mais de dezessete anos der chamado pelo rádio a comparecer a entrada da favela para ser eliminado por ter abandonado seu posto de vigia no auge da guerra entre polícia e bandido. Vi a mãe desse mesmo adolescente comprar pão no dia seguinte na padaria da esquina. “Tô no fogo cruzado, vivendo em fogo cruzado. Entre a Bélgica e a índia, entre a Jamaica e o Japão. Entre o Congo e o Canadá onde a guerra nunca ta. Entre o norte e o sul. Entre o mínimo e o máximo denominador comum.”
*Texto escrito em janeiro de 2007. Relato de acontecimentos reais no bairro de Bangu na cidade do Rio de Janeiro. Consta a letra da música Fogo Cruzado da banda O Rappa entre aspas e itálico.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Buda Peste
Criado pelas palavras.
Descrição.
Duas visões.
Um outro.
Imagens, personagens, livro.
Dúbio. Duplo. Dois.
Você e eu.
Sujeito individual.
Coletivo.
Ambos.
Mentalidade
Mundo social
Igual a outro.
Contrapõe. O autor.
O leitor:
Alguma visão. Interpretação.
Sua vida. Minha vida.
Ideologia. Sociedade.
O público: "Puta que pariu".
Estratégia. O leitor.
Captação! Palavrão?
Húngaro. Língua diabólica.
Metódica.
Dois mundo. Um igual ao outro.
Obra literária.
Que fala.
Que pensa.
Catarse. Mundo social.
Igual.
Palavras. Uma peste.....
Interpretação dúbia.
Buda, crença.
Cidade. Juntas.
Peste-Buda.
Buda-Peste.
*Poema escrito em 18/05/2004, baseado no livro Buda Peste de Chico Buarque de Holanda, 2003.
Café e Rebu
Ela penteada, maquiada, determinada.
Antes de mais nada, ela.
Andava sozinha pela cidade.
Seu perfume barato esalava
Sem maldade,
Foram cinco borrifadas, tem idade.
Luzes acesas.
Andava sozinha pela cidade
Artificiais, cadeiras, mesas
Postes paralelos,
Neon, muito neon.
Decidiu entrar.
Entrou.
Andava acompanhada pelo lugar
Luzes acesas
Naturais, Lua, calor.
A fumaça do cigarro ao fundo
Vários olhares ao razo.
Sentou, olhou, com licença
Alguém se aproximou.
Ela permitiu. Gostou.
Unhas vermelho rebú
Colar de pérola cor de pérola.
Feita sobrancelha.
Um beijo de leve
Napolitano: Batom barato, cerveja e cigarro.
O cabelo atrapalhou o desempenho
Arrumou.
Se olharam.
Unhas café
Não usava colar
Somente seu perfume
Cinco borrifadas,
Não houve cantada.
As mãos se entrelaçaram
Café e Rebu
Como reza ou oração
A Deus pediram benção
Pra uma nova relação.
*Poema escrito em 31/07/2004 - 17:25hs
sábado, 25 de abril de 2009
Alô...Alô? Cem Anos de Carmem Miranda
Belo Horizonte pôde se encantar ontem, 24/04/09 com o show que comemora o centenário de Carmem Miranda, em única apresentação no Palácio das Artes. Alô...Alô? Cem anos de Carmem Miranda, reuniu Pedro Luiz, Marcos Sacramento, Beatriz Faria e Roberta Sá que cantaram grandes músicas da cantora como Chica Chica Boom Chic, Disseram que voltei americanizada e Tai, Pra você gostar de mim. Esta última você confere no video abaixo.
A direção do espetáculo é de Luís Filipe de Lima que também participou tocando violão. A banda formada por Eduardo Naves (sax e flauta), João Callado (cavaquinho), Paulinho Dias e Fábio Cazes (percussão) deixaram a platéia satisfeita com a qualidade dos arranjos.
O show teve como apresentador o biógrafo Ruy Castro que, através de depoimentos, projetados em um telão, narrava a vida e obra de Carmem Miranda desde o sucesso em Hollywood e Broadway como aqui no Brasil. Os ritmos eram bem variados. A cantora cantava desde marchinhas de carnaval como 'forró" junino.
Tudo isso nas interpretações de excelentes cantores que souberam transmitir quem foi Carmem Miranda. Cantora que mais gravou músicas de Ary Barroso e Assis Valente e que fez seu nome na história da música popular brasileira. Foi a primeira artista que conseguiu atravessar fronteiras e quebrar protocolos americanos com seu jeito único de cantar. Carmem foi uma artista com um dos maiores salários e vendagens de discos no pais. Ruy Castro conta que Carmem era popular e se formou cantora nas ruas do Rio de Janeiro, na Lapa, no meio de malandros, vagabundos, boêmios, jornalistas e cronistas.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Três... Dois M’s e, um I
Um pouco da mãe.
Muito dele mesmo!
Garoto levado, antenado.
De um lado, alegria na boca.
De outro, tristeza nos olhos.
Apenas um. O suficiente para enxergar! Um pouco do pai!
Um pouco da mãe!
Tem dois olhos.
Enxerga o mundo, e além.
Pensa, repensa. Um balão de gás...
... chega a flutuar.
Cai de novo.
Parece anormal.
Não é. É legal.
É mãe.
É pai.
É tia.
É prima também!
Hoje é avó!
Dessas preocupadas
Com as desocupadas.
Que ajudam a encher sua cabeça.
Teve problemas
Como todo mundo.
Veste esperança
Até o pescoço.
Somente uma orelha é do seu filho.
Pensa, repensa.
Volta atrás,
Mas continua andando. Ou será pensando?
Sabe fazer o bem como ninguém.
Esse é muito normal? É cara de pau.
Homem comum.
Com 2.
Com 3.
Com 4.
Com 5.
Sua família!
Parece nervoso,
Alinhado.
Chega tarde.
Atrasado.
Tudo bem!
A cabeça agüenta!
Ela pensa, repensa.
Veste esperança
Até o pescoço,
Mas às vezes também
Veste vermelho.
Ele toma vergonha dia
E noite.
Sol e chuva.
Chora e pede desculpa.
Coisa de pai.
Seu nariz indica algo de bom...
MALÚ
Quem serás tu?
Moça divina
De pele clarina
Olhar azul!
Cor do céu alegre!
Dor da vida
Linda cabeça
Preto feito anu.
Quem será tu?
Malú!
M de mulher
Que sabe o quer!
Dissílabo, trivial,
M de mal
De malú.
Também tem alguém,
Não sabe que tem.
Pobre Malú.
Olhar cinza!
Cor do céu triste!
Dor na cabeça
Linda vida!
Verde feito esperança.
Quem será tu
Malú!
Tentativa
É por isso que descobri algumas coisas: o sorriso das pessoas,
O vento que bate na janela,
A música que vem de longe.
Saudades da infância.
Meu primeiro beijo sem
a tradução do dicionário.
O valor da primeira briga.
As mentiras que aparecem,
As verdades que são muitas.
Quero aprender,
Procuro saber
O que é mais importante na vida.
Solidão que me devora.
Alegria que implora por
Um sorriso meu.
Amores e desamores.
Que vão, que vem.
Uns ficam eternamente.
Outros também.
Cada um a sua maneira.
Resgato um alguém eterno
Que sempre quis meu sorriso,
Ora de alegria, ora de tristeza.
Hoje, ele tenta se encontrar
Sozinho.
Fica no ninho, sem proteção.
O mundo, agora é que devora.
Alegria que implora por um sorriso meu.
LIVRE-A-IDADE
A liberdade que arde numa fogueira de desilusões. É isso mesmo, o velho ditado ainda serve: “ninguém está satisfeito com o que tem”. Um pobre rapaz, numa dessas de admirar o tempo, questionou-se quanto à liberdade que lhe foi imposta. Por que saio a hora que quero? Por que falto a compromissos sem nenhuma explicação? O meu quarto, anda sempre bagunçado, é tudo meio engraçado.
O desejo de construir uma vida mesmo com ajuda da família ainda é um problema pra esses adolescentes que sempre tem razão. Enquanto prisioneiro da barra de uma saia, à vontade de não dormir a noite misturada com a influência do pito é sem dúvida, um instrumento de muita dor de cabeça. Eu é que o diga.
Não sabem como morar sozinhos sem o guarda que sai pra trabalhar e só chega à noite, e a gata borralheira que lhe prepara o jantar. E ainda tem parte de uma sociedade que, para eles não fazem nenhuma diferença. Ou será que eles são a diferença? “Mamãe, o fulano fez isso. Papai cicrano fez aquilo”. Pra que servem os irmãos? Para enxerem o saco. Nem sempre.
Talvez, esses jovens de pouca experiência, nessa trajetória tão peculiar e importante de suas vidas, ainda não buscaram a real identificação. Quando uma porta fechar, um não que ouvirem, o dinheiro que faltar, somente, assim, o valor virá.
Uma mistura de sentimentos irá desabar sobre suas cabeças. Chega a hora de ouvir a voz da sabedoria, que ria e até chorava em situações.
A voz de seus pais que moram lá longe, no interior seja onde for, o desabafo que consola.
Como faz falta o quarto sempre arrumado, a comida sempre pronta, o carinho do irmão, aquele mesmo que vocês tanto odeiam. Como queriam aquela briga na hora do banho.
A tal liberdade que arde numa fogueira de desilusões sempre vem acompanhada de ditos verdadeiros. “O bom filho a casa retorna” mesmo que seja só de passagem, pois o sonho tem que continuar.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Já votou hoje?
sábado, 18 de abril de 2009
Marcelo Camelo
Doce Solidão
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Do lado de dentro
Composição: Marcelo Camelo
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O baile 03/08/2004
Helena, uma das moças da festa usava o vestido de cor lilás. Pedro tinha o distintivo correspondente. Durante o baile dançaram e conversaram.... Surgiu uma paquera.
---Você é a mais bela da noite.
---São seus olhos.
---É verdade. Nunca vi mulher mais linda.
...............................Se beijaram........................
---Tenho de ir.
---Espera mais um pouco. Tome pelo menos o café.
---Não posso já está tarde.
Nunca mais se viram. A esperança de Helena era reencontrar Pedro no próximo baile. Ano que vem, quem sabe.
---Com licença.
---Pois não.
---Desculpe, mas a senhorita deixou cair o leque.
---Obrigada.
---Helena?
---Pedro?
---Sim, é Pedro.
---Que bom revê-la.
---Digo o mesmo. Vamos sair daqui. A música está muito alta.
---Vamos?
---Pra onde?
---Pra fora.
---Que hora?
---Lá fora, no jardim!
---Pra mim?
---Eu te amo!
---Engano?
---Não eu te amo!
Banana tipo exportação
Circula pela internet uma piada de muito mau gosto (olha o racismo aí) que descreve exatamente o racismo oculto por nós.
"Daiane dos Santos liga de Atenas, para sua mãe:
--Mamãe, tem ouro e prata. Qual a senhora prefere?
--Nenhum dos dois, minha filha. Prefiro mesmo é caturra."
O mesmo país que acredita e aposta em um negro é capaz de destruí-lo com a mesma intensidade. Como o caso de Daiane. Pele escura, pobre e com sonhos calcados na vitória. Bandeira VERDE e AMARELA e até as serpentinas de carnaval são válidas na hora da torcida. A Grécia se tornou pequena demais para essa "brasileirinha".
Foi esatabelecido um pacto: Os Meios de Comunicação de Massa veículam belas notícias carregadas de emoção com o intuíto de informar e de enriquecer culturalmente o povo brasileiro que compra o jornal, que assiste à TV, assina a internet e, que aumenta significativamente o faturamento desses empresas que visam à informação.
Como um país que dá a vida para garantir recordes nas olimpíadas (que na verdade chama-se "fábrica de dinheiro" ou "indústria cultural"), tem uma atitude, ora explicita, ora mascarada, a ponto de discriminar não só a pobre menina mulata, mas também a si mesmo?
É muito simples. Se Daiane tivesse ganhado, milhões de reais apareceriam em publicidade para ela e o faturamento das empresas duplicariam. O ouro é nosso! A trajetória de vida da menina de ouro seria exposta aos quatro cantos com o slogan: "Ela merece" ou quem sabe "Do Brasil para o mundo".
Nada disso. Ela perdeu. O sonho olímpico acabou. O Brasil teve um prejuízo moral muito grande. Suas crianças perderam a vontade de praticar esporte e a população inteira ganhou uma banana. Quanta hipocrisia. A macaca mór.... Morreu.
Como já dizia a música "Brasil, mostra a sua cara". O que ocorre é uma mistura de raças para a camada superior sustentar a inferior, ou vice-versa. Mas sem esquecer de uma coisa. Cada macaco no seu galho. Será esse o caso de Daiane? Para que temos de fingir que gostamos dela ou dele, disso ou daquilo se já existe uma concepção racista?
Há uma pseudo-tolerância das misturas de raças dentro dos conflitos existentes na sociedade quando se trata de aceitação. Essa mistura de raças nada mais é do que fruto de determinismo biológico que dissimula o preconceito. E não há nada mais racista do que a própria exaltação da identidade racial.
Nós tendemos a criar lendas em cima da idéia da fusão das raças: índio, negro e branco. Buscamos explicações culturais em cima dessa ideologia que na verdade mascara o conflito. Assumimos de uma vez por todas que somos preconceituosos sim e que tudo vai mudar? Ou concordaremos para sempre com os Meios de Comunicação de Masssa que não são a favor do racismo; muito pelo contrário, eles até noticiam cotas para negros em universidades?
27/08/2004
Felicidades
Uma estrela
Linda, bela
Sensacional....
Linda, bela
Uma estela
Bem lá no alto.......
Eu olhei. Você olhou.
Brilhava tanto aquela estrela....
Pensei que fosse minha.
Você, sua.
Não era Natal!
Esperávamos o bloco passar...
"Bandeira branca amor"
Fantasiados para amar.
Andarilho os meus olhos
Acompanhava a bela estrela.
E ela refletia você.
Por isso pensou que era tua
E não minha.
Por isso ela é minha.
Mas como era fevereiro
Bem distante do Natal
Não poderia te desejar....
Então.... feliz carnaval.
Mas hoje é Natal
Bem pertinho do Carnaval
Por isso te desejo......
sábado, 21 de março de 2009
Chuvas, Viagens, Sovacos e Cebolas

Uma dica teatral....
Chuvas Viagens Sovacos e Cebolas
Um casal que viaja, um outro que se cheira e um casal que não se forma. Sutilezas compartilhadas em três historias que se tangem. Seis personagens que se encontram e revelam, sutilmente, suas personalidades. Uma terapeuta solitária, uma veterinária viajada e um homem que odeia mosquitos são algumas das figuras nessa peça de novelas peculiares.
Asterisco cia de Teatro, Estreia Chuvas Viagens Sovacos e Cebolas.
Asterisco Cia de Teatro
Teatro Marília - Avenida Alfredo Balena, 586 - Belo Horizonte - Minas Gerais
02 a 26 de Abril
Quinta a sábado 20h
Domingo 19h
Meia entrada: R$10,00
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Espero que no Céu não tenha TV
domingo, 15 de março de 2009
Como eu queria isso
domingo, 8 de março de 2009
Vamos Twittar
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Visite o Rio de Janeiro
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Meu aniversário, simples assim!

Hoje é meu aniversario, e acordei, parei, pensei que eu queria uma coisa simples, não queria pensar demais, falar demais (vou tentar)...Eu apenas nasci? Foi a pergunta, as coisas realmente são como são? É que hoje eu estou realmente cafona, mas aniversario não é cafona, romântico e inocente? A data que se repete só no numero, na verdade ela aconteceu apenas uma vez. Mas tudo bem hoje eu preciso sersimples e cafona, me darei esse direito sem o meu alter ego me encher o saco! Hoje eu posso! Por exemplo, as frases feitas, os adágios ou provérbios que eu nunca me permito falar a não ser que eu queira ser simples assim. Estou no mundo a passeio? Acho que não, de jeito nenhum, dou umas corridinhas de vez em quando, pego no rabo do bicho, chacoalho, mordo, respondo, mato de rir e morro de raiva, de rir também, mas é preciso renascer e renascer e renascer sem se sentir estranha, é preciso fazer de tudo e com que tudo me dê uma sensação de gostoso neste mundo, é preciso estar com pessoas e em um lugar de máximo respeito, e eu devo isso a mim, sou eu quem escolhe. Não gosto de certas coisas, e não as trago comigo. Não gosto da dor, da raiva, da maluquice, do descontrole, mas, quando acontecem, eu lido com eles, e com uma certa calma. A gente corre contra o tempo, mas o melhor é que a gente correndo contra o tempo, está esgotando o tempo, esta frase é completamente errada, na verdade a gente não corre contra ele, se a gente corre a gente o mata, eu então corro para ele, engolindo-o, tomando-o, esgotando-o. Mas hoje ele não me escapa, eu o perceberei minuto a minuto.Eu me lembro outro dia que eu fazia dez anos de idade, outro dia mesmo e não é que eu tenha parado lá, ou qualquer coisa do tipo, mas eu me lembro, eu paquerava pela primeira vez e era delicioso, eu me lembro do "meu cachorro me sorrir latindo" (risos), na musica de Roberto, do Brasil inteiro cantar com a Rita Lee "Lança Perfume". Eu adorava imitá-la andando de patins perto de minha casa. Mas nessa época eu deveria ter três anos ou quatro não sei. Ih, estou regredindo! Eu estou nos trinta e poucos anos, mas é como se fosse ontem a tardinha que eu fui pela primeira vez a um cinema, que eu senti o coração transloucado e o perfume da paixão pela primeira vez e enlouqueci, e que pela primeira grande vez, eu dei os meus pulinhos e saltos adoráveis e entristeci por uma desilusão amorosa, que nasceram os meus seios irrompendo em uma dor tremenda no que antes era liso, reto, nada. Coisas da vida e de quem esta nesse mundo para viver, me lembro de quando eu saí de casa pela primeira vez por uma pretensão de viver mais todos os dias, uma vontade de buscar significado e compreensão, pela curiosidade e encaixe, coisas de quem acorda e sai todos os dias!O engraçado é que eu não me lembro tanto das outras vezes que essas mesmas coisas se repetiram com tanta empolgação, e hoje eu preciso me lembrar com o mesmo afinco de que todos os dias são uma primeira vez, um único dia, e outra frase feita, que “todo dia é talvez o ultimo dia” (risos) essa é terrível, que é preciso aprender olhando o que parece ser tudo de novo e que não é. Os amores não são a mesma coisa, por mais que pareça. A gente não sente o mesmo, por mais que pareça muitas vezes. Eu acho que muitas vezes os amores, as paixões mudam só o personagem, a doença é a mesma, a invenção é nossa, toda nossa, mas assim não é possível aprender. Por exemplo, vocês já devem ter ouvido os mais velhos e mais turrões dizerem “ah não, se antes eu não mudei, to muito velho pra mudar", frases feitas. Fácil, não? Estacionar o carro velho enguiçado e deixá-lo lá na esquina enferrujando. Eu não quero ser assim, tenho horror disso, quer dizer que se é mais velho é como se não vivesse mais, esta sentada "com a boca cheia de dentes, esperando a morte chegar?” Espere, vai dizer agora que é difícil, mas o tal do difícil é você quem esta dizendo, eu digo que é fácil e faço ser e serei uma mudança ambulante, porque se você vive você muda, e se você é inteligente e quer, você aprende, percebe e automaticamente muda. Eu quero viver aprendendo, e quando se aprende no dia a dia, se está disposto a aprender com o cotidiano sem essas bobagens todas que nos impedem, orgulho, pretensão, pragmatismo, intransigência, preguiça, etc, saber de si é a solução, perceber o que me desperta alegria, boa saudade, elegância da alma, carinho, responsabilidade. Quando se percebe o ruim, se percebe o bom e vice-versa. Cada palavra, cheiro ou som me traz um tipo de memória e essa memória muda o meu dia, me altera. E eu preciso me lembrar de aprender todos os dias, o que não é fácil, com os acontecimentos já estabelecidos, aprender no dia a dia é um luxo e uma proposta um tanto pretensiosa, mas todos somos. Pois isso me tira do meu canto já estabelecido, confortável, seguro, acomodado. É um pouco estranho porque geralmente a gente precisa do novo para ter um choque ou algum tipo de sinc que ilumine. Mas estar vivo não é estar iluminado? Eu não quero e nem precisarei de gritos da vida nem de ninguém para funcionar, para produzir, para acordar, para perceber uma coisa à frente do meu nariz. Ai vem a historia de estar feliz, me sinto feliz quando estou alerta, orgulhosa de mim, quando faço o mínimo para o meu equilíbrio, deixar as coisas ruins do passado no passado, aquela velha frase clichê que todos sabem, mas como? Sei lá, dá-se um jeito, e não vivê-los como se tivessem acontecido ontem. Pensar que só eu sou responsável pelo meu bem estar hoje, e não depender de qualquer um para isso. Tentar até conseguir, como? Sei lá, cada um tem seu jeito, quando tiver puto, pular duzentas vezes, correr cinco em volta do quarteirão, dar cambalhota na cama ou no chão, cortar a grama sua e se não bastar a do vizinho também, gritar e gritar palavras estranhas e rir de si mesmo, adorar! Ler o máximo possível, isso da um orgulho de si além de outras coisas tantas! Eu às vezes acho que se alguns seres humanos pendentes a raiva, massacrados pela magoa e fúria tivessem tido a oportunidade de se perceberem melhor, descoberto o esporte antes de seus crimes, eles jamais teriam se tornado dignos de jaulas. Suando, se exercitando a mente ou o corpo alivia a raiva, o ódio e a tristeza, quase todos sabem disso.Isso dá um alivio de si, e se faz sentir confortável no mundo. Como? É bom não pensar, se pensar muito não dá, pelo menos hoje, não pensar no sofrimento dos outros faz bem, alguém morreu, não quero saber, alguém terminou o casamento o namoro e o diabo a quatro, não quero saber, não me conte, deixe eu curtir a minha existência balzaquiana, simples assim. Fazer com que eu me orgulhe de mim, simples assim, estes são os meus cafunés próprios (risos). Rir de nada e rir de tudo. Garantir as minhas tolices e abastecimento do meu humor. O mais importante é verificar o que está parado há muitos anos, estar de “riso fácil" mas não cômodo, e não deixar que o outro provérbio "saúde o resto a gente corre atrás" seja verdadeiro, porque esse é um dos mais enganadores. A saúde é a primeira a se correr atrás, é o que mais se precisa perceber. De tudo se corre atrás, pois ninguém está aqui a passeio. Só hoje eu quero passear a vontade. Simples assim. Beijos a todos...


