Chegou a hora.... Ela pede passagem pra incensar sua música com dignidade. Isso mesmo.... Quem tem Deus no coração e só traz felicidade... Fabiana Cozza ..... mostra sua verdade!
Vou postar para vocês a primeira parte da exclusiva entrevista que a cantora Fabiana Cozza concedeu para o blog Casa dos Xiitas e para a comunidade no Orkut: No boteco com Fabiana Cozza.
Sucesso de público e principalmente de crítica, dois Cd's na carreira e um talento que é para poucos, ela nos conta um pouquinho sobre a profissão e a arte de cantar.
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Márcio: Quando Fabiana Cozza pisou pela primeira vez no palco?
Fabiana: Em 1997, ao lado da cantora Jane Duboc e de um grupo que ela criou, a partir do Festival de Inverno de Campos do Jordão de 96. Era um grupo vocal chamado Novella.
Márcio: Fabiana, no programa Vozes do Brasil, você canta a música "Samba pras moças", de Zeca Pagodinho e acrescenta a rumba que é tipicamente cubana. Qual sua relação com a Cuba?
Fabiana: De muita paixão. Respiro Cuba já há muitos anos: seus artistas, história, cultura, culinária. Mais recentemente tive a oportunidade de gravar meu segundo CD com duas participações especialíssimas Julio Padrón (trompetista) e Yaniel Matos (pianista). Durante a convivência, encontros musicais e ensaios percebi o quanto cubana sou. Um dos projetos futuros é gravar algo em Cuba, com os rumbeiros e quem mais eu "ganhar de presente por lá".
Fabiana: De muita paixão. Respiro Cuba já há muitos anos: seus artistas, história, cultura, culinária. Mais recentemente tive a oportunidade de gravar meu segundo CD com duas participações especialíssimas Julio Padrón (trompetista) e Yaniel Matos (pianista). Durante a convivência, encontros musicais e ensaios percebi o quanto cubana sou. Um dos projetos futuros é gravar algo em Cuba, com os rumbeiros e quem mais eu "ganhar de presente por lá".
Márcio: Em seu primeiro CD, você o intitulou como o "Samba é meu Dom". Percebemos que você sobressai muito bem em outros gêneros da música. Porque o samba como início já que seria "óbvio", uma vez que nasceu no samba?
Fabiana: Eu não escolhi o samba e sim o contrário. Desde berço, com meu pai e seus amigos que iam à casa de minha avó, na Vila Madalena, batucar e "me ensinar" sobre o "riscado". É herança, fui tomada por um amor que tenho por ele.
Fabiana: Eu não escolhi o samba e sim o contrário. Desde berço, com meu pai e seus amigos que iam à casa de minha avó, na Vila Madalena, batucar e "me ensinar" sobre o "riscado". É herança, fui tomada por um amor que tenho por ele.
Márcio: Ainda no primeiro disco, você guardou um espaço enorme nos agradecimentos para seus amigos. É um CD para eles (seus amigos)?
Fabiana: No dia-a-dia me esforço e, acredito que a música tenha me ensinado ainda mais sobre isso, a conjugar o verbo sempre na pessoa "Nós". Não faço nada sozinha, sem meus amigos. São a minha família e me ajudam a olhar o mundo com mais alegria, discernimento e força pra seguir adiante.
Fabiana: No dia-a-dia me esforço e, acredito que a música tenha me ensinado ainda mais sobre isso, a conjugar o verbo sempre na pessoa "Nós". Não faço nada sozinha, sem meus amigos. São a minha família e me ajudam a olhar o mundo com mais alegria, discernimento e força pra seguir adiante.
Márcio: No CD "Quando o Céu Clarear", percebo uma Fabiana mais focada na música e menos participativa na elaboração do disco. A produção contou com profissionais como Marcelino Freire e Marcos Paiva. Foi um trabalho seu mais direcionado para o canto? Como é a Fabiana produtora?
Fabiana: Participo de todas as etapas de criação para concretizar o que sonhei, num primeiro momento, só. Aí compartilho o sonho com o Marcos Paiva, falo das imagens, sensações, cheiros, personagens, lembranças que as canções me sugerem para que ele componha, por sua vez, o universo musical rico em belas harmonias, timbres. Marcelino vem para traduzir o som em imagem, cores, fotos e outros parceiros que ele encontra e que também chegam para nos ajudar a finalizar o trabalho como um todo.
Fabiana: Participo de todas as etapas de criação para concretizar o que sonhei, num primeiro momento, só. Aí compartilho o sonho com o Marcos Paiva, falo das imagens, sensações, cheiros, personagens, lembranças que as canções me sugerem para que ele componha, por sua vez, o universo musical rico em belas harmonias, timbres. Marcelino vem para traduzir o som em imagem, cores, fotos e outros parceiros que ele encontra e que também chegam para nos ajudar a finalizar o trabalho como um todo.
Márcio: Em São Paulo temos Eliana de Lima que já foi intérprete da Escola de Samba Leandro de Itaquera. Você tem alguma pretensão em ser intérprete da Camisa Verde e Branco? Existe alguma cobrança já que seu pai Osvaldo Santos foi um dos puxadores da escola?
Fabiana: Tenho a maior admiração pelos intérpretes de samba-enredo e fico muito emocionada ao lembrar que sou filha de um tetracampeão paulista. Porém, isso precisa de talento. E acho que esse não tenho. Enfrentar um desfile de 1h, 1h20 é briga de gigante. Deixa pro pai.
Fabiana: Tenho a maior admiração pelos intérpretes de samba-enredo e fico muito emocionada ao lembrar que sou filha de um tetracampeão paulista. Porém, isso precisa de talento. E acho que esse não tenho. Enfrentar um desfile de 1h, 1h20 é briga de gigante. Deixa pro pai.
Márcio: Você gravou este ano um DVD ao vivo. Como surgiu esta idéia?
Fabiana: Ao receber os "sim" (ns) dos amigos Maria Rita, Rappin Hood, Chico César, Quinteto em Branco e Preto e Yaniel Matos para participarem dos shows no Auditório Ibirapuera, onde foi gravado o DVD, pensei: "não posso perder a chance de registrar esse momento". Aí, entrei em contato com a TV Cultura, emissora que sempre me recebeu de braços abertos e propus uma parceria ao Paulo Markun, presidente da TV, e ele topou.
Fabiana: Ao receber os "sim" (ns) dos amigos Maria Rita, Rappin Hood, Chico César, Quinteto em Branco e Preto e Yaniel Matos para participarem dos shows no Auditório Ibirapuera, onde foi gravado o DVD, pensei: "não posso perder a chance de registrar esse momento". Aí, entrei em contato com a TV Cultura, emissora que sempre me recebeu de braços abertos e propus uma parceria ao Paulo Markun, presidente da TV, e ele topou.
Márcio: A cantora Maria Rita fez participação especial no DVD em duas canções, "Malandro Sou Eu" (Arlindo Cruz, Franco e Sombrinha) e em "Trajetória", (Arlindo Cruz, Franco e Serginho Meriti). De quem foi a escolha das músicas e como surgiu o convite?
Fabiana: A sugestão das canções foi minha com a anuência da Maria que adora ambas. O convite surgiu de uma conversa nossa pela Internet. E ela, como sempre muito generosa, aceitou de primeira.
Fabiana: A sugestão das canções foi minha com a anuência da Maria que adora ambas. O convite surgiu de uma conversa nossa pela Internet. E ela, como sempre muito generosa, aceitou de primeira.
Márcio: Tem data prevista para o lançamento do DVD?
Fabiana: Abril de 2009.
Fabiana: Abril de 2009.
Márcio: Com quem tem vontade de dividir o palco?
Fabiana: Com muita gente, sobretudo com aqueles que admiro profundamente: Milton Nascimento, Leny Andrade, Elza Soares, Alcione, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Nana Caymmi, Cesar Camargo Mariano, Luiz Melodia, Wilson Moreira, Chico Buarque, Lenine, Sergio Pererê, Omara Portuondo, Chucho Valdés, Lokua Kanza, Salif Keita, Miriam Makeba, Buika, com o Grupo Corpo, com os dançarinos Fanta Konatê e Rui Moreira (MG)... a lista é longa...
Márcio: Sabemos que além de cantora, você também é atriz. Existe algum musical em vista?
Fabiana: Não, só os que sonho e que ainda estão guardados no coração... Um deles será uma homenagem ao Milton Nascimento e ao presente cultural-musical que as Minas Gerais deram ao Brasil.
Fabiana: Não, só os que sonho e que ainda estão guardados no coração... Um deles será uma homenagem ao Milton Nascimento e ao presente cultural-musical que as Minas Gerais deram ao Brasil.
Márcio: Você é jornalista por formação, mas a ligação com a música e com o palco é muito forte e falou mais alto. E a Fabiana compositora onde fica?
Fabiana: Ela fica nas cartas que escrevo para alguns amigos. Não tenho pretensão de compor. Não sei.
Márcio: Recentemente você esteve em Paris e em Berlim divulgando seu samba e a nossa música brasileira. Como é feito o contato para cantar lá fora e como é o público?
Fabiana: Tenho um empresário (Daniel Lima) que batalha minha carreira no Brasil e fora com alguns parceiros. O público de Paris e Berlim me recebeu com muito calor e amor. Estou completamente encantada e saudosa deles. Como tudo foi bom demais, voltaremos para a Europa em maio/2009.
Márcio: Você fez algumas apresentações em Belo Horizonte. Participou da Noite do Griot, cantou com a banda Bantuquerê e encantou a todos com uma presença forte descendo do palco e indo pro meio do povo na Festa do Tambor Mineiro. Fez um workshop abordando respiração, dicção e etc... Ficou por lá (BH) aproximadamente 20 dias. Qual sua relação com Minas Gerais?
Fabiana: De amor profundo. Chego em Belo Horizonte com o coração na boca todas as vezes e tenho a maior tristeza ao voltar. È uma crise sempre. Uma saudade constante, antiga. Ainda moro em BH!!!
Márcio: Você tem conquistado cada vez mais um público fiel. Que vai aos shows, que te divulga que entende o seu som. E você, conhece o seu público?
Fabiana: Conheço os que me procuram depois, me escrevem, pedem partituras, perguntam sobre os shows futuros etc etc. Procuro atender as pessoas com muito carinho sempre, dentro da correria louca dos compromissos profissionais.
Entrevista em três blocos realizada entre 15/10/2008 a 23/10/2008. Aguardem o próximo bloco na semana que vem...
Obrigado Fabi pelo carinho sempre,
Márcio Costa