Obrigado a todos pelas manifestações de carinho. Agradecimento em especial a Fabiana Cozza, nossa Fabi, pela generosidade de me conceder esta entrevista. Este blog é para isso. Publicar as emoções, trocar idéias, falar sobre música, cantoras e amigos... Dependo de todos vocês para o sucessso da nossa casa, a Casa dos Xiitas.
Beijo forte,
Márcio Costa
Fonte: Márcio Costa
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Continuação - Segundo Bloco - Pauta Entrevista Fabiana Cozza
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Márcio: O funk está sendo muito divulgado pelas emissoras de rádio e TV. Antigamente, era preciso telefonar para as rádios e pedir insistentemente para tocar as músicas na tentativa de fazer com que o artista se tornasse mais conhecido. O que você pensa sobre isso. Para ter espaço tem que ser fruta?
Fabiana: Não sou fruta, mas sou guerreira. Não acredito nos produtos midiáticos instantâneos, filhos de modismos, da degradação da beleza, da ridicularização e banalização do corpo etc etc. Eles não têm consistência artística e não duram. Estou há 12 anos na estrada e tudo o que conquistei foi respaldado pela música brasileira da qual sou devota acompanhada das pessoas que confio e tenho admiração: músicos, compositores, produtor, diretor de cena, dançarinos que me preparam, figurinista, toda a minha equipe. O público que me conhece e freqüenta os shows me dá esse mesmo respaldo e pede que eu siga nessa “voz”. A crítica tem “lido” meu trabalho de forma muito cuidadosa, respeitosa e fico feliz com isso. O mesmo público que citei acima tem me ajudado a vencer algumas barreiras de visibilidade pedindo as músicas, divulgando meu trabalho pela Internet. No meu caso, a combinação de um trabalho que acredito + público fiel + boas críticas tem feito minha estrada ainda maior.
Fabiana: Não sou fruta, mas sou guerreira. Não acredito nos produtos midiáticos instantâneos, filhos de modismos, da degradação da beleza, da ridicularização e banalização do corpo etc etc. Eles não têm consistência artística e não duram. Estou há 12 anos na estrada e tudo o que conquistei foi respaldado pela música brasileira da qual sou devota acompanhada das pessoas que confio e tenho admiração: músicos, compositores, produtor, diretor de cena, dançarinos que me preparam, figurinista, toda a minha equipe. O público que me conhece e freqüenta os shows me dá esse mesmo respaldo e pede que eu siga nessa “voz”. A crítica tem “lido” meu trabalho de forma muito cuidadosa, respeitosa e fico feliz com isso. O mesmo público que citei acima tem me ajudado a vencer algumas barreiras de visibilidade pedindo as músicas, divulgando meu trabalho pela Internet. No meu caso, a combinação de um trabalho que acredito + público fiel + boas críticas tem feito minha estrada ainda maior.
Márcio: A crise financeira americana tem sido pauta em todos os veículos de comunicação. Aqui no Brasil, o medo é que o país pare de crescer, logo diminui emprego e renda. Você acha que seremos afetados já que o dinheiro para de circular? Isso pode prejudicar de alguma forma o mercado cultural?
Fabiana: O mercado cultural sofre já há algum tempo com a crise financeira mas, a maior crise, é a falta de prestígio que educação e cultura têm quase em todo o mundo. No Brasil, Cultura ainda é encarada apenas como Entretenimento e não desenvolvimento educacional, identidade cultural, exercício da cidadania. Esse é nosso maior prejuízo.
Márcio: Eleições e um monte de roupa suja sendo lavada em programas políticos exibidos pela televisão. Você é uma cidadã politizada e acompanha as plataformas de seus candidatos?
Fabiana: Acompanho tudo e fico envergonhada com as plataformas e estratégias de marketing adotadas pelos coordenadores de campanha e aceitas pelos candidatos. A vida pessoal tornou-se palanque eleitoral. Há uma guerra pela desmoralização do outro com reforço do preconceito social, étnico, religioso, sexual. Isso é intolerante para conquistarmos um ambiente de cidadãos saudáveis moralmente, honestos, pacíficos.
Não percam o terceiro e último bloco ainda esta semana...
Rapz.., valeu por ter mostrado o erro, e no Título!
ResponderExcluirBrigado por tel lido e corrigido.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFabi sabe muito bem o que diz quando fala de cultura, política e educação. Na verdade, mostra que não é uma cantora em busca de sucesso fácil, revela-se uma verdadeira cidadã brasileira, que não canta modismos e só vincula o seu nome àquilo que acredita. Foi isso que ela transpareceu nessas duas partes da entrevista, mesmo que esse modo de agir significasse um caminho mais difícil para o sucesso. Palmas para o seu talento como cantora, agora sendo merecidamente reconhecido, e palmas para a pessoa Fabiana Cozza.
ResponderExcluirMárcio, aguardo o seu grande final ... o último ato.