Ela se chama Rita. Amada por todos, Maria é estrela. Rita Ressonou Recado no Rossio. Há, há, há, foi assim que eles a conheceram. No palco a diversão, da rua uma canção, do bar constelação. Era de noite. De noitinha quando a Dona Lua chegou. Vestido preto com pedras fixadas na altura do colo, botas preta e bolsa no mesmo tom. A companheira também veio. Fez questão de dizer que estava de tênis para não cansar os pés. Franja escovada revelava outra mulher. O agasalho de praxe estava lá. Na certa coisa da mãe. Voltar para casa aquela hora não mais podia. Vou dormir na madrinha, dizia ela. E foi mesmo. Eu nem vi quando saiu. Também, estava hipnotizado pela Rita. O som tocava alto, o samba corria, a mulher usava salto, a casa enchia, ta chegando cada gato, ela dizia, e o público mão pro alto, ela sorria. Maria é Mole, é molenga, se não é molenga, não é Maria-Mole. Sabe-se lá o que vão pensar de mim. Eu sei que tava lá. Coladinho na grade, gritando Maria! E não é que a moça entrou. A Pequena do meu lado, cerveja na mão, o dedo machucado, parada? Eu não! E não mesmo. Tem um vídeo em que ela aparece dançando quase caindo no chão. Não deixe o samba morrer, não deixa o samba acabar. Mas acabou. Fomos pra fora, embora. Segurança na porta não deixava mais entrar. Por lá? Por cá? Vem Ca! Queremos voltar. A cantora ainda está lá? Podem deixá-los subir. O Rato Roeu a Roupa do Rei de Roma. A Rainha raivosa rasgou o resto. Há, há, há... O segurança vai nos matar. Que nada. Subimos escada. Plano. Fila. Descemos escada. Olha como é o camarim, o homem falou. Interessa? Sim, sim. Nos interessa ver o allstar igual ao dos sobrinhos. Se você quiser saber, Interessa? Sim, sim. Nos interessa. Uma conversa com jeitinho, um abraço e um beijinho. A sorte não é pra todos, talvez só pra mim... Interessa? Sim, sim. Uma foto no cantinho. Uma troca de carinho, a letra do Carvalhinho e o sorriso que diz sim. Interessa? É coisa malemolente, nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole. É Roberta, Dona Sá. Tem mais gente que gosta, traz docinhos pro jantar.
sábado, 6 de setembro de 2008
Trava Língua (Márcio Costa)
Ela se chama Rita. Amada por todos, Maria é estrela. Rita Ressonou Recado no Rossio. Há, há, há, foi assim que eles a conheceram. No palco a diversão, da rua uma canção, do bar constelação. Era de noite. De noitinha quando a Dona Lua chegou. Vestido preto com pedras fixadas na altura do colo, botas preta e bolsa no mesmo tom. A companheira também veio. Fez questão de dizer que estava de tênis para não cansar os pés. Franja escovada revelava outra mulher. O agasalho de praxe estava lá. Na certa coisa da mãe. Voltar para casa aquela hora não mais podia. Vou dormir na madrinha, dizia ela. E foi mesmo. Eu nem vi quando saiu. Também, estava hipnotizado pela Rita. O som tocava alto, o samba corria, a mulher usava salto, a casa enchia, ta chegando cada gato, ela dizia, e o público mão pro alto, ela sorria. Maria é Mole, é molenga, se não é molenga, não é Maria-Mole. Sabe-se lá o que vão pensar de mim. Eu sei que tava lá. Coladinho na grade, gritando Maria! E não é que a moça entrou. A Pequena do meu lado, cerveja na mão, o dedo machucado, parada? Eu não! E não mesmo. Tem um vídeo em que ela aparece dançando quase caindo no chão. Não deixe o samba morrer, não deixa o samba acabar. Mas acabou. Fomos pra fora, embora. Segurança na porta não deixava mais entrar. Por lá? Por cá? Vem Ca! Queremos voltar. A cantora ainda está lá? Podem deixá-los subir. O Rato Roeu a Roupa do Rei de Roma. A Rainha raivosa rasgou o resto. Há, há, há... O segurança vai nos matar. Que nada. Subimos escada. Plano. Fila. Descemos escada. Olha como é o camarim, o homem falou. Interessa? Sim, sim. Nos interessa ver o allstar igual ao dos sobrinhos. Se você quiser saber, Interessa? Sim, sim. Nos interessa. Uma conversa com jeitinho, um abraço e um beijinho. A sorte não é pra todos, talvez só pra mim... Interessa? Sim, sim. Uma foto no cantinho. Uma troca de carinho, a letra do Carvalhinho e o sorriso que diz sim. Interessa? É coisa malemolente, nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole. É Roberta, Dona Sá. Tem mais gente que gosta, traz docinhos pro jantar.
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Nem acredito que vou rever a Roberta!!
ResponderExcluirContando os dias já!